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Werdum sonha com nova luta por cinturão

por: PVT
em 17 de fevereiro de 2017

Werdum está focado em retomar o título do UFC - Foto: Josh Hegdes/UFC

Werdum está focado em retomar o título do UFC – Foto: Josh Hegdes/UFC

De volta à caminhada rumo ao cinturão peso pesado do UFC, que já o pertenceu, Fabrício Werdum enfrenta Ben Rothwell no UFC 211, marcado para 13 de maio, em Dallas, EUA. Uma vitória pode credenciar o brasileiro à disputa do título contra o vencedor de Stipe Miocic e Junior Cigano, que duelam na mesma noite. Focado no objetivo de ser o desafiante seguinte, “Vai Cavalo” sabe o perigo que o seu próximo adversário apresenta e não esconde que, se preciso, apostará em uma atuação conservadora.

“O Ben Rothwell é um cara muito perigoso, tem vitórias sobre o Barnett e sobre o Overeem, é perigoso por ser grande, bate o limite do peso, é um gordo forte, então eu tenho que fazer uma luta bem estratégica, bem inteligente, para não cair no azar. A gente quer dar espetáculo, mas nem sempre o jogo casa, então tem que saber jogar na estratégia. O importante é ganhar, é levantar o braço. E eu ganhando essa luta não vejo outra pessoa para disputar o cinturão senão eu”, revelou em entrevista ao PVT.

Caso tenha sucesso no duelo, Fabrício Werdum espera ser oficializado como desafiante da categoria na mesma noite e, apesar de dizer que não tem preferencia por um adversário, não esconde que a revanche contra o desafeto Junior Cigano teria um gostinho especial.

“Não tenho preferência. Foram duas derrotas que eu tive, então eu quero devolver isso aí. Seja Stipe Miocic ou Cigano, o meu objetivo é o cinturão, independentemente de quem for”, disse primeiramente. “Mas se for o Cigano vai ser muito bom para acabar essa palhaçada de ele querer ser o Conor McGregor brasileiro. O jeito que ele está falando não está legal, não combina com ele. Não conheço o Cigano, mas não combina com ele esse estilo Conor McGregor brasileiro. Para falar a real, é bem ridículo.

Confira abaixo o bate-papo com o ex-campeão:

PVT: Como você vê o atual casamento das principais lutas dos pesos pesados?

Fabrício Werdum: Estou bem feliz pela minha luta, mas estaria ainda mais se fosse pelo cinturão, porque na minha opinião eu merecia a revanche contra o Stipe Miocic pelo fato de minha luta contra o Cain Velasquez ser uma espécie de semifinal. Claro, sei que isso não é um campeonato, mas na minha visão, quem ganhasse da minha luta contra o Velasquez iria para o cinturão diretamente. Na verdade eu deveria ter recebido a revanche imediata assim que perdi para o Miocic, muitos fãs acreditavam nisso, mas eu sabia que não aconteceria. Mas voltando à revanche contra o Velasquez, foi uma pena não ter acontecido, só que eu estava apto a lutar. O mesmo aconteceu com o Cigano, o adversário dele saiu da luta lesionado e ele foi direto paras a disputa de cinturão.

Claro, não é culpa do Cigano e nem de ninguém, apenas aconteceu, foi uma decisão do UFC. Eu pedi a luta no mesmo dia, já como estratégia. Quero fazer a melhor luta do evento para ser o próximo.

PVT: Você está bem confiante de que em caso de vitória será o próximo desafiante. Qual revanche você prefere fazer primeiro, contra o Cigano ou contra o Miocic?

Fabrício Werdum: Não tenho preferência. Foram duas derrotas que eu tive, então eu quero devolver isso aí. Seja Stipe Miocic ou Cigano, o meu objetivo é o cinturão, independentemente de quem for.

Mas se for o Cigano vai ser muito bom para acabar essa palhaçada de ele querer ser o Conor McGregor brasileiro. O jeito que ele está falando não está legal, não combina com ele. Não conheço o Cigano, mas não combina com ele esse estilo Conor McGregor brasileiro. Para falar a real, é bem ridículo.

O Cigano falou de mim, disse que eu fugi dele, que eu corri… Luto há 20 anos e vou correr do Cigano… Tenho que rir, né? É uma coisa que não faz sentido. Como vou ter medo de algum lutador? Lutar é o que eu mais gosto de fazer. Não existe isso. É igual quando falam que o Cain Velasquez tem medo de mim. Não existe essa coisa do medo, senão ninguém lutaria.

PVT: Você já foi o campeão, mas agora está na correria para se credenciar para disputar o que já foi seu. Como está a motivação?

Fabrício Werdum: Uma coisa que eu observei é que quando o cara perde o cinturão, ele em seguida perde duas ou três lutas, ele se desmotiva, lembra que tem que construir o caminho todo novamente… Me policiei quanto a isso, me dediquei para não cair nessa. Reencontrei a motivação na minha vitória contra o Travis Browne. Eu não estava nos meus melhores dias, estava com o dedo quebrado, mas fui lá e venci.

PVT: E quanto a Ben Rothwell, o que podemos esperar do duelo de vocês?

Fabrício Werdum: O Ben Rothwell é um cara muito perigoso, tem vitórias sobre o Barnett e sobre o Overeem, é perigoso por ser grande, bate o limite do peso, é um gordo forte, então eu tenho que fazer uma luta bem estratégica, bem inteligente, para não cair no azar. A gente quer dar espetáculo, mas nem sempre o jogo casa, então tem que saber jogar na estratégia. O importante é ganhar, é levantar o braço. E eu ganhando essa luta não vejo outra pessoa para disputar o cinturão senão eu.