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Esperança brasileira no Bellator, Juliana Velasquez exalta o nível das concorrentes: ‘Não tem moleza’

por: Leonardo Fabri | @Fabri89
em 8 de março de 2018

Velasquez venceu todas as seis lutas que disputou – Foto: Divulgação

Invicta no MMA com seis vitórias em seis lutas, Juliana Velasquez é uma das esperanças brasileiras no Bellator. Vindo de vitória em sua estreia pela organização, em dezembro do ano passado, ainda pelo peso-galo, a atleta do Team Nogueira fará no dia 13 de abril a sua primeira luta pela categoria dos moscas, contra Rebecca Ruth. Em bate papo com o PVT, a lutadora de 31 anos projeta grandes desafios.

“Estou bem animada para 2018, a expectativa é de lutar mais vezes e, se tudo ocorrer como o treinado, vencer o máximo de lutas possível. Em 2017 eu só consegui fazer uma luta, e foi justamente a da estreia no Bellator, mas este ano eu quero trabalhar muito mais. O Bellator tem muitas meninas boas, não tem moleza, então estou sempre preparada para bater de frente com grandes desafios, ainda mais agora que eu desci de categoria”.

Das seis vitórias conquistadas por Juliana Velasquez no MMA, três foram por decisão, duas por nocaute e uma por finalização. Ex-judoca profissional, ela revela que hoje, depois de mais de cinco anos treinando MMA, se sente mais confortável em pé.

“Eu me considero completa. Hoje eu me sinto muito mais confortável no boxe, eu me achei, mas claro que o Judô não deixa a desejar, eu estou sempre treinando, deixando as quedas em dia e afiando também a luta de chão”, contou a lutadora, que evita comparações com Ronda Rousey. “Nossos estilos no Judô são bem diferentes, ela é mais técnica, eu mais agressiva. No MMA, ela também se dedicou muito ao Boxe, mas deu azar de encontrar uma boxer de verdade pela frente (Holly Holm)”.

Em relação à grande polêmica do momento envolvendo o MMA feminino, que é o possível duelo entre Cris Cyborg e Amanda Nunes pelo UFC, Velasquez se diz feliz pelo reconhecimento das mulheres como grandes estrelas do esporte, mas diz que, para ela, as categorias de peso deveriam ser mas respeitadas.

“Cada uma tem que lutar em sua categoria, até mesmo porque a categoria da Cyborg é nova no UFC, então eu concordo plenamente com o que ela disse: tem que valorizar as atletas que já estão nesse peso, fazer um rodízio, cada um no seu quadrado. Depois que a categoria estiver sólida, talvez, se grandes desafios não surgirem, pode se considerar as superlutas. Mas por enquanto eu não acho legal”.