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Sem adversário ‘que faça sentido’ nos penas, Aldo fica entre estrear nos leves ou ficar à disposição para substituir Holloway ou Ortega no UFC 231

por: PVT | @portaldovt
em 12 de setembro de 2018

José Aldo pleiteia luta no UFC 231 – Foto: Leonardo Fabri

Atrás apenas do campeão, Max Holloway, e do 1º colocado do ranking dos penas, Brian Ortega, José Aldo não vê na categoria, além dos supracitados, nenhum oponente que lhe encha os olhos para sua próxima luta, a qual ele faz campanha para que aconteça no UFC 231, programado para o dia 08 de dezembro em Toronto, no Canadá.

“No peso-pena não tem como falar de um cara ideal pelo fato de todos estarem lá atrás tentando se promover para chegar numa luta pelo título. E todos sabem que eu estou na frente de todo mundo ali, principalmente com uma vitória do Brian (Ortega). Se ele vencer, não tem como fugir disso. Então não tem porquê eu querer lutar (com eles) agora. No futuro, sim. Eu quero lutar com todos, é assim que eu sempre fui e sempre vou ser, de querer lutar com os melhores. Se eles são os melhores, eu sempre vou querer lutar com os melhores”, disse o ex-campeão, se referindo a Renato Moicano e Zabit Magomedsharipov, em bate-papo com a imprensa nessa terça-feira.

A escolha do card não é aleatória. A luta principal do UFC 231 é justamente a disputa do cinturão da categoria, entre Holloway e Ortega. A esperança de Aldo é ser chamado para lutar caso algum deles saia da luta. Vale lembrar que em julho deste ano o campeão foi retirado do card a dois dias do evento devido a suspeita de concussão.

“Espero que agora aconteça a luta, que o Max esteja bem e assim dê andamento à categoria”, garante, se colocando à disposição. “Qualquer coisa que aconteça, a gente sabe pode disputar o cinturão”.

Apesar disso, José Aldo deixa a entender que seu próximo compromisso será pelos pesos leves. E ainda revela que a estreia na categoria de cima quase foi fechada para o UFC São Paulo, que acontece no próximo dia 22.

“Com a queda da luta do Glover, (o UFC São Paulo) ficou sem uma luta principal, eles pediram para eu lutar; em seguida a gente aceitou, sim, independente de quem seja. Em seguida ofereceram o (Donald) Cerrone, que já tinha aceitado, mas o Dedé (Pederneiras) não achou válido eu lutar, pelo fato de que eu tinha pouco tempo, já vinha de uma luta e precisava de um tempo de descanso para começar um camp de novo”, revelou o peso-pena. “Estava muito difícil na época, porque eu não tinha tempo hábil para me preparar, principalmente para o Cerrone, que é um cara duríssimo e vende muito caro a luta dele. Pelo fato de ser no Brasil, pode ter me empolgado com a possibilidade, mas pensando friamente, não tinha como fazer essa luta. Contra um cara feito o Cerrone, eu tenho que estar muito bem preparado para lutar”.