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Royce Gracie critica novo cinturão do UFC e rebate Keenan Cornelius: ‘Quis aparecer’

por: Leonardo Fabri | @Fabri89
em 7 de novembro de 2019

Convidado do RESENHA PVT dessa quarta-feira, dia 7 de novembro, que, por conta de problemas técnicos no Youtube Live, foi remanejado para a nossa página no Facebook, Royce Gracie criticou a criação do cinturão “Baddest Motherfucker”, que em português seria algo próximo a “mais durão de todos”, dado pelo UFC a Jorge Masvidal após vitória sobre Nate Diaz no último final de semana. De acordo com a lenda, o título pode até existir, mas tem que ser colocado em jogo aos moldes antigos.

“Acho que, para fazer esse cinturão, tinha que tirar o limite de tempo. Fazer um round só até alguém parar. Pode até deixar categoria, mas com um round só”, opinou o primeiro vencedor do UFC.

Ainda no campo da atualidade, o filho de Hélio Gracie rebateu a declaração do americano Keenan Cornelius, que há alguns meses disse que, nos parâmetros de hoje do Jiu-Jitsu, “Hélio e Rickson seriam apenas faixas-roxas duros”.

“Faz o que a gente faz. Simples”, respondeu Royce. “Vai fazer o que o Rickson fez, vai fazer o que o meu pai fez. Depois você fala. Ele ganhar campeonato não quer dizer nada, vai fazer o que a gente fez. Vai lutar com os Dan Severn da vida, com os Kimo (Leopoldo)… aí ele pode comentar. Até lá… Quer aparecer. Está cuspindo no prato que come hoje. Se não fosse pelo meu pai, pelo tio Carlos…”

Ultrapassado por Charles do Bronx e, mais recentemente, por Demian Maia na lista dos maiores finalizadores da história do UFC, Royce Gracie afirmou estar bastante orgulhoso dos lutadores que, assim como ele fez lá nos primórdios, usam o Jiu-Jitsu como principal arma de definição.

“É a semana que nós plantamos. É orgulho. Os caras são bons. Maneiro para caramba ver os caras usando o Jiu-Jitsu. Sou amarradão em ver o Werdum lutar, o Demian, Charles, porque os caras sabem usar o Jiu-Jitsu. Muita agente acredita que a luta tem que ser em pé, tem que ter nocaute para agradar o show, mas o show aprecia uma finalização”, vibrou.

Claro que histórias do passado foram relembradas. Na semana seguinte ao 500º evento ao vivo do UFC, Royce Gracie relembrou os bastidores de suas lutas na organização e, além de novos ângulos de capítulos já conhecidos, nos trouxe também acontecimentos inéditos, como, por exemplo, o recente encontro que teve com Gerard Gordeau, de quem venceu a final do primeiro Ultimate, em novembro de 1993.

“O Gerard Gordeau me convidou um tempo atrás e eu fui dar uma seminário na academia dele na Holanda. A gente conversou e eu falei para ele: ‘tu foi safado naquela luta, tu mordeu minha orelha’, aí ele: ‘que isso, mestre. Esquece isso’ (risos). Ele falou isso para a aula toda: ‘cara, quando acabou o primeiro UFC, eu e meu time voltamos para a Holanda, escolhemos a dedo o Remco Pardoel, que fazia um Judô, sabia um chão, e ensinamos a ele a parte em pé. Treinamos ele para te ganhar’. Eu fui lá e ganhei o Remco Pardoel em 1 minuto e meio, mais ou menos. Eles voltaram desesperado falando: ‘cara, a gente tem que aprender isso’. E começaram a aprender já naquela época.“