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RESENHA PVT: Rafael Cordeiro e o ‘Santo Sudário’ do Vale-Tudo curitibano

por: PVT | @portaldovt
em 27 de fevereiro de 2019

Rafael Cordeiro participou do RESENHA PVT dessa terça-feira e, em quase 2 horas e meia de bate-papo, falou sobre diversos assuntos, relembrou histórias marcantes ao longo de sua carreira, destacou a importância da Chute Boxe em sua vida, a expectativa para a disputa de cinturão de Kelvin Gastelum e, claro, não fugiu das polêmicas.

Uma delas, abordada publicamente por ele pela primeira vez, foi o capítulo da biografia de Anderson Silva, na qual diz que o ex-campeão do UFC cogitou ir armado a um encontro entre eles após uma discussão acalorada pelo telefone. Segundo o treinador, a parte da arma pode ter sido uma espécie de licença poética do escritor.

“Eu prefiro acreditar que o que foi colocado no livro, negócio de arma, na minha cabeça, foi o escritor que colocou na história. Eu penso assim. O cara que escreveu o livro do Anderson criou uma história de arma, que ia matar… porque de onde o Anderson veio, a gente nunca resolveu nada com arma”, explicou Cordeiro. Assista ao depoimento completo a partir de 37min20s do vídeo.

Rafael Cordeiro também contou o episódio no qual foi tirar satisfação com o fisiculturista quase 60kg mais pesado do que ele, que teria ofendido Rudimar Fedrigo, Pelé Landy e o próprio Rafael. Confira o relato completo a partir de 1h14min10s do vídeo.

“Cheguei na musculação e está esse Anselmo… 128kg! Eu olhando e falando: olha o tamanho desse cara! Mas não dava para perder a postura na frente dos meus parceiros”, lembrou. “Mandei um socão e o cara não se mexeu. Não se mexeu! Mandei o chute nas pernas e o cara bloqueou. Falei: meu Deus, meu fim chegou, o cara vai me matar na frente dos meus amiguinhos (risos). E os caras iam deixar eu apanhar, era mano a mano, não tinha crocodilagem. Ele começou a vir para cima, eu entrei nas pernas, derrubei e montei. Quando montei, comecei: soco, soco, soco! O cara começou a se machucar, a cortar… aí ele abraçou e colou a cabeça dele no meu peito. Quando ele desgrudou, a minha regata branca parecia o santo sudário, era a cara dele na minha camisa. Nisso, ele me dá as costas, eu dou um mata-leão, o cara fica de pé e, tipo WWE, se joga. Se joga, vira e fica de frente para mim. Isso com oito minutos de briga. Eu fico fazendo guardinha e chegam dois policias. Na hora certa (risos).”