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Quais mudanças uma nova categoria traria ao UFC?

por: PVT | @portaldovt
em 10 de outubro de 2018

Os recentes rumores sobre a criação de uma nova categoria no UFC – que aumentaram muito após o lobby feito por Nate Diaz e Dustin Poirier – continuam rendendo boas discussões no universo do MMA. Mesmo após a declaração do presidente do Ultimate Fighting Championship, Dana White, negando qualquer possibilidade da criação de uma nova categoria com limite de peso de 165 libras (74,8kg), o debate sobre as consequências, tanto positivas quanto negativas, dessa possibilidade seguem acalorados. Mas afinal, quais mudanças uma nova categoria traria ao UFC?

Primeiramente, é necessário pontuar que a grande maioria dos lutadores que seriam teoricamente afetados pela criação da nova categoria no UFC é favorável à mudança. É o caso, por exemplo, do brasileiro Gilbert Durinho. Atualmente, Durinho luta entre os pesos leve (155 libras – 70,3kg), mas já teve dificuldades para bater o peso requerido pela categoria. Ele, no entanto, já declarou que não acredita que o UFC vá, de fato, criar a nova divisão.

Outro que concorda que a criação de uma categoria Superleve (como teoricamente seria chamada a nova divisão) é o ex-campeão dos leves e dos penas, Conor McGregor. Para o irlandês, o excesso de compromissos com a mídia e a dificuldade para perder peso são motivos que afastam os lutadores do desejo de continuar subindo no octógono.

A nova categoria não seria útil apenas para os lutadores com dificuldades para descer às 155 libras (70,3kg), mas também para aqueles que acabam levando desvantagem por lutar entre os meio-médios (170 libras, 77,1kg) mesmo sendo leves demais para a divisão. Tanto nos leves quanto nos meio-médios – duas das categorias mais “inchadas” do UFC – o Ultimate tem nomes interessantes que tornariam muito acirrada a briga pelo cinturão da nova divisão. Alguns deles são Donald Cerrone, Rafael dos Anjos, Khabib Nurmagomedov (atual campeão dos leves) e o próprio Nate Diaz, que se “auto-escalou” para fazer a primeira luta por título dos superleves.

Por outro lado, a principal consequência negativa da criação de uma nova categoria no UFC, segundo Dana White, seria a confusão criada na cabeça dos fãs. “Não faz sentido. Nosso sistema sempre foi simples. O boxe criou muitas categorias e ficou difícil de acompanhar. Os fãs não sabem quem é o campeão de fato. O UFC já tem categorias suficientes”, declarou White à ESPN americana.

Sem categoria nova e sem luta por título, Nate Diaz e Dustin Poirier – os responsáveis por levantarem toda a discussão – subirão ao octógono para se enfrentar no UFC 230 no dia 3 de Novembro, fazendo a luta co-principal do evento que será realizado no Madison Square Garden, em Nova York.

A nova categoria e as apostas esportivas

A criação da divisão dos superleves no UFC movimentaria não só o Ultimate em si, mas também as apostas esportivas em MMA, realizadas no mundo inteiro. A sportsbet é uma plataforma onde o usuário pode apostar no seu atleta favorito e lucrar com suas vitórias no octógono.

De forma geral, as lutas mais procuradas por apostadores ao redor do planeta são aquelas com mais apelo, ou seja, as disputas por cinturão ou as entre potenciais futuros desafiantes a levar o título. Com uma categoria a mais, haveriam mais lutas deste calibre. Além disso, como citamos, a preparação dos lutadores para os confrontos nesta categoria seria um pouco diferente, já que alguns deles não precisariam perder tanto peso. Isso afetaria as condições da luta e, consequentemente, as análises feitas para os confrontos e as odds para os duelos.