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Preparador dá dicas para evitar ser pego de surpresa no doping por conta de produtos contaminados

por: PVT | @portaldovt
em 9 de fevereiro de 2018

Desde que a Agência Nacional Antidoping dos Estados Unidos (USADA) passou a testar rigorosamente todos os atletas do UFC, o número de flagrados subiu consideravelmente. Em alguns casos, o lutador se defende acusando uma suposta contaminação no suplemento utilizado, o que, em alguns casos, é comprovado, como aconteceu com Yoel Romero.

O cubano, que neste sábado disputa o cinturão interino dos médios contra Luke Rockhold, foi flagrado em 2015 e, depois de comprovar a contaminação do suplemento, teve sua pena reduzida para seis meses de suspensão. Se sentindo prejudicado, ele processou a empresa farmacêutica acusando-a de “dano à reputação” e “perda de chance de disputa do cinturão do UFC”.

Outro exemplo que pode ser citado é o da brasileira Amanda Ribas, que sequer estreou pelo UFC. Flagrada meses antes de sua primeira luta pela organização, ela bancou os testes do suplemento que utilizava. Na ocasião, os testes não detectaram a substância acusada no primeiro teste, mas detectaram uma outra substância proibida, que não foi acusada no exame feito pela USADA. Ambas as substâncias não estavam descritas na embalagem do produto.

Uma reportagem recente veiculada no programa “Esporte Espetacular”, da TV Globo, mostrou que em 2004 o Comitê Olímpico Internacional (COI) fez uma pesquisa na qual testou 634 marcas de suplementos, e descobriu que quase 19% continham substâncias proibidas não listadas no rótulo.

Especialista dá dicas de como não ser pego de surpresa

Responsável pelo setor de saúde e desempenho da equipe Team Nogueira, o preparador físico Rodrigo Babi exaltou a importância do atleta ser atencioso quando ao que ingere, não somente na questão da suplementação.

“Não é só culpar o suplemento. Hoje em dia existem ‘n’ fatores que o atleta pode ser contaminado. Às vezes um chá que ele tomou, que contém alguma erva, alguma substância que pode ser matéria prima de alguma substância dopante”, explica. “Eu instruo os atletas a nem beberem água na garrafa do outro. De repente o atleta está usando alguma substância – e a gente não consegue controlar 100%, embora a gente peça para que não usem, nem remédio e nem substância dopante – e às vezes a água tem algum resquício de alguma coisa que ele tomou e o outro atleta acaba tomando e se prejudicando”.