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Os salários no UFC e suas polêmicas

por: PVT | @portaldovt
em 18 de julho de 2019

O UFC é uma das franquias mais prolíferas da história do esporte mundial. Audiências gigantescas, marcas e anunciantes sempre olhando como uma grande oportunidade de exposição, atletas que são celebridades e transmissões praticamente em todos os países do mundo.

Para os atletas, uma oportunidade de uma boa remuneração dentro de uma modalidade que viveu esquecida por muitos anos. As quantias são altas quando se está no topo e um valor fixo, bem mais baixo, é pago para fazer parte do UFC.

Mesmo com quantias altas, existem grandes críticas em relação a remuneração na modalidade. Em 2018, Joe Rogan criticou a própria organização sobre como funciona os pagamentos aos que participam das lutas: “É literalmente como roubar dinheiro desses garotos. Eu não gosto do bônus de vitória e não acho que ninguém lute mais duro por isso. Eu acho que um lutador deveria receber o que deve. Se você possui um contrato, esse contrato deveria ser para um valor ‘X’ e se você tiver pontos de pay-per-view você também ganha isso. Essa noção de sua vitória ou derrota depender de juízes completamente incompetentes nós vemos isso toda semana”, confessou em seu podcast.

Usando como exemplo a remuneração de Max Hollaway no UFC 231em dezembro de 2018: ele levou 490 mil dólares para casa. Foram 350 mil para lutar, 50 mil dólares por ter feito a ‘Fight of the Night’, mais 50 mil por ter tido a melhor performance da noite e outros 40 mil dólares de incentivo por estar na semana de luta.

Detentor do cinturão no peso pena, ele estará na luta principal do UFC 240 na luta contra Frankie Edgard. Na plataforma de apostas online Betway, Max é o favorito para a vitória, com cada aposta dando o retorno de 1,66 em caso de acerto (dados extraídos no dia 14 de julho de 2019). Esse é um confronto esperado há algum tempo. Já existia um acordo verbal formalizado pelos dois para que a luta acontecesse, que pouco tempo depois foi confirmada pelo UFC. Na ocasião, Edgard comentou: “Eu sei que o UFC gosta de recompensar as pessoas que estão dispostas a simplesmente deixá-lo voar. Fiz isso a minha carreira toda. Estou pronto para ser recompensado”, confessou o lutador.

Outra discussão é sobre pagamentos a mulheres, inicialmente, serem diferentes do que o dos homens. Com o amadurecimento da franquia, Dana White mostrou que alguns ajustes foram feitos: “Se você pensar em todos os outros esportes, o que eles falam é: ‘Se mulheres jogarem golfe, elas devem jogar com campos menores’. Há sempre alguma desculpa sobre as mulheres praticarem um esporte. No UFC, é uma condição absolutamente igual. Elas lutam com o mesmo estilo, lutam tudo. E mesmo o pagamento: quando Ronda Rousey estava aqui, ela era a lutadora mais bem paga do UFC”, disse em entrevista coletiva no início do ano.

Ele também explicou declarações antigas sobre a possibilidadede mulheres disputarem lutas no octógono. Há alguns anos, White criticava a ideia – e agora, explica: “Porque elas são boas. Porque elas são muito boas. Uma das coisas que você tem de lembrar – eu admito que disse que as mulheres nunca lutariam no octógono -, mas como eu já disse a vocês antes, você tem de lembrar que, naquele momento, eu estava tentando fazer as pessoas aceitarem os homens lutando no octógono. Não era admitido no pay-per-view. Não era admitido na TV”, enfatizou.

Duas brasileiras entrarão no octógono no UFC 240: Depois de forte estreia na edição 237 do UFC, quando conseguiu nocautear Talita Bernardo em três rounds, Viviane Araújo agora se prepara para encarar a já experiente Alexis Davis, lutando dessa vez como peso-mosca.

Também nos 57kg para mulheres, a revelação do Contender Series Brasil, Sarah Frota, volta ao octógono para tentar sua primeira vitória, encarando Gillian Robertson no evento. Apelidada de “Treta”, Sarah comenta seus primeiros passos na franquia: “Fiquei extremamente feliz e emocionada, na hora a ficha não cai né? A gente espera tanto por essas coisas, que na hora trava tudo, a gente realmente trava. Tudo que está acontecendo na minha carreira foi fruto de muito trabalho, então acredito que é a famosa lei do eterno retorno, que nunca erra”.