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Moicano sobe para o 4º lugar do ranking e manda recado a Ortega: ‘A categoria tem que andar’

por: Leonardo Fabri | @Fabri89
em 7 de agosto de 2018

Vitória sobre Swanson rendeu a 4ª colocação no ranking dos penas – Foto: Leka Romão

A grande vitória sobre Cub Swanson ainda no primeiro round no último final de semana pelo UFC 227 fez Renato Moicano, 29 anos, subir seis posições no ranking dos pesos-penas. Agora na 4ª colocação, o brasileiro tem a sua frente apenas Brian Ortega (1º), José Aldo (2º) e Frankie Edgar (3º). Como Max Holloway não tem previsão para defender o cinturão linear devido a problemas de saúde, o futuro da categoria ainda é incerto. Mas o brasileiro sabe o que quer. A ideia é lutar ainda este ano contra o número 1 da divisão, que deu a entender que pretende esperar pelo retorno do campeão.

“Eu gostaria de lutar no fim do ano, de preferência com o Ortega. Ele não pode esperar para sempre, a categoria tem que andar. Estou dentro, quero lutar com os melhores”, disse o atleta da American Top team em bate-papo com o PVT. “O pessoal fala que talvez ele não queira me enfrentar agora porque ele tem o title shot garantido, mas a categoria não pode depender dele. Se não der, a gente tem outras possibilidades, o que eu quero é lutar contra quem está na minha frente, pois o objetivo é o cinturão.”

Renato Moicano estar entre os cinco melhores pesos-penas do UFC não é uma surpresa para quem o acompanha desde os tempos em que lutava no Jungle Fight, entre 2010 e 2014. Porém, segundo o próprio, a mudança para os Estados Unidos, onde está desde o final do ano passado, foi a chave para ele deixar de ser promessa e se tornar realidade.

“Realmente a gente tem muito o que aprimorar, principalmente na parte de Wrestling. A gente tem Boxe bom, tem Muay Thai, tem chão, mas Wrestling infelizmente a gente não tem tão fácil. Algumas pessoas até tem, mas eu particularmente não tinha. E é uma grande diferença para a gente ter tanto a confiança de manter a luta em pé quanto a de derrubar. A parte de condicionamento físico também é bem diferente. Sinceramente, acredito que se eu estivesse treinando no Brasil agora, eu não teria evoluído tanto.”

Ainda para Moicano, o atleta que vive no Brasil tem que percorrer um caminho com muito mais obstáculos que o norte-americano, o que reflete no atual desequilíbrio no confronto.

“Realmente é mais fácil para o americano. O americano está acostumado a viver, ele ganha em dólar, não tem tantos encargos como o brasileiro, então naturalmente um atleta que nasce aqui ele tem mais chances, além do que eles têm a competitividade incentivada desde o colégio. Enquanto que o atleta brasileiro vai lutando contra tudo. Nos EUA é realmente mais fácil, mais acessível e isso faz a diferença para qualquer atleta.”

Youtube

Quem quiser conferir como foi a preparação de Renato Moicano para a luta contra Cub Swanson e os bastidores do UFC 227 pode se inscrever no canal do lutador no youtube (clique aqui e se inscreva). Lançado oficialmente há uma semana, o projeto visa aproximar o peso-pena brasileiro dos fãs.

“Filmamos toda a preparação da última luta, nos vídeos dá para perceber que a vitória foi resultado de muito treino, está tudo documentado. Ainda vamos colocar no ar os bastidores do UFC 227, cenas inéditas para quem quiser entender a atmosfera da luta.”