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Mario Yamasaki relembra polêmicas e revela que pretende voltar a arbitrar ainda este ano

por: PVT | @portaldovt
em 10 de julho de 2019

Longe dos holofotes desde a luta na qual Kevin Lee finalizou Michael Chiesa, em julho do ano passado, Mário Yamasaki participou do RESENHA PVT nessa terça-feira. No programa, que pode ser assistido na íntegra no vídeo acima, o árbitro brasileiro relembrou diversos momentos marcantes de sua carreira, incluindo as polêmicas, como a supracitada.

No caso, Yamasaki interrompeu a luta no primeiro round quando Lee pegou Chiesa em um mata-leão. Apesar do lutador derrotado não ter batido, o árbitro notou que ele teria apagado rapidamente, o que influenciou em sua decisão. A polêmica rendeu a ira tanto de Chiesa quanto de Dana White, que disse publicamente que não queria mais ver Yamasaki arbitrando na organização.

Apesar de realmente não ter voltado mais ao octógono, Yamasaki nega que tenha sido por conta do presidente do UFC. Segundo ele, foi uma decisão própria. O brasileiro também avisou que pretende voltar a arbitrar ainda este ano.

“Decidi, com toda essa polêmica, ficar um ano sem me registrar em nenhuma comissão atlética, deixar a poeira abaixar. Agora em julho eu quero ir na reunião começar a conversar com os caras de novo. Eu precisava dessa pausa”, afirmou. “Tenho só o que agradecer o que aconteceu comigo nesses 20 anos de carreira no UFC, já conquistei tudo o que eu queria… vou fazer esse curso do John (McCarthy) e vou voltar. Se não no UFC, no Bellator ou em outros vários eventos que estão surgindo. Parar eu não vou.”

Ainda hoje Mario Yamasaki tem convicção de que tomou a decisão certa na luta entre Lee e Chiesa. Porém, ele revela que voltaria atrás em duas outras lutas polêmicas: Valentina Shevchenko x Priscila Pedrita, no UFC Fortaleza, em 2018, e Erick Silva x Carlo Prater, no UFC 142, em 2012. O árbitro ainda revelou que, no caso desta, não estava tão convicto da decisão.

“Eu não sabia se ia desclassificar ele… o primeiro erro: entrou todo mundo dentro do octógono, e eu não tinha acabado a luta ainda. O Erick Silva já estava com a bandeira comemorando e o Bruce Buffer perguntou para mim o que eu ia fazer. Eu disse que não sabia ainda, mas que talvez o desclassificaria. Aí ele (Bruce Buffer) falou no microfone para a equipe de transmissão que eu ia desclassificar. Tive que bater no peito e desclassificar.”