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Jungle Fight 95 tem empate entre campeões e consagração de lutador descoberto em projeto social

por: Leonardo Fabri | @Fabri89
em 30 de setembro de 2019

Em sua 95ª edição, realizada nesse final de semana no Iate Clube Jardim Guanabara, no Rio de Janeiro, o Jungle Fight estreou no canal de streaming DAZN com um card recheado de emoções. Na luta principal, campeões linear e interino dos pesos-galos terminaram empatados; enquanto na coprincipal, um lutador revelado em um projeto social se consagrou campeão dos meio-médios.

Campeão linear, Eduardo Máquina da Dor, e campeão interino, Francisco Nazareno, subiram ao cage circular para o segundo duelo entre eles. No primeiro, em 2017, vitória de Máquina da Dor por decisão dividida. Desta vez, um novo duelo decidido no detalhe.

Por segurar acintosamente na grade e conseguir evitar uma queda inevitável, Nazareno perdeu um ponto no segundo round, o que acabou fazendo falta no final. Após os três rounds de muita ação e emoção, dois juízes dariam a vitória para Nazareno por 29 a 28. Porém, com o ponto deduzido, o combate terminou com dois juízes pontuando 28 a 28 e um 28 a 29 para Máquina da Dor, decretando o empate.

Wallid Ismail, presidente do Jungle Fight, garantiu uma terceira luta entre eles para definir a unificação do cinturão. Diretor de arbitragem do evento, Flávio Almendra, justificou por que os cinturões foram mantidos como linear e interino.

“De acordo com a regra, em caso de empate em diputa de título, o cinturão permanece com o lutador que entrou como campeão. No caso da luta entre o Máquina da Dor e o Nazareno, como os dois entraram como campeões, mesmo um sendo linear e o outro interino, eles mantêm os postos. Ou seja, acaba como começou”, explicou o árbitro da Fight One.

 Novo campeão

Wilker Feijão é o novo campeão meio-médio do Jungle Fight – Foto: Leonardo Fabri

Se na divisão dos galos nada mudou, na dos meio-médios o Jungle Fight tem um novo campeão: Wilker Feijão. Descoberto em um projeto social, o carioca dominou completamente o duríssimo Quemuel Ottoni.

Tanto no primeiro quanto no segundo round Feijão passou a maior parte do tempo nas costas do oponente. Após resistir no primeiro, Ottoni não conseguir sobreviver à pressão do segundo e bateu após um mata-leão encaixado por Feijão, que agora chega a oito vitórias em nove lutas como profissional.

Jungle Fight 95

Iate Clube Jardim Guanabara, Rio de Janeiro-RJ

28 de setembro de 2019

Francisco Nazareno empatou com Eduardo “Máquina da Dor” Souza por decisão dividida dos juízes
Wilker “Feijão” Lemos finalizou Quemuel Ottoni com um mata-leão no R2
Nicolas Cocuccio venceu Sergio Júnio por nocaute técnico no R2
João Vitor Dantas venceu Manoel Fernandes Neto por nocaute técnico no R2
Luan Juruna venceu Wagner “Veneno” Silva por decisão unânime
William “Colorado” venceu André Matos Muniz por nocaute técnico no R1
Kleverson Sampaio finalizou Murilo “Hell Boy” com uma guilhotina no R2
Aleandro “Muca” Caetano venceu Patricio “Sid Pitbull” Andrade por decisão unânime
Vitor “Soldado” venceu Jorge Luiz Costa por decisão unânime
Humberto Rangel Jr. finalizou Meijy Portela com um estrangulamento no R3
Ítalo Gomes finalizou Rafael “Sonic” com um armlock no R1
Eduardo “Chapolim” venceu Matheus Matarazo por nocaute no R2
Andrey Augusto venceu Mauro Paixão por decisão unânime
Kleydson Rodrigues venceu Antonio “Ceará” da Silva por nocaute técnico no R1
Douglas “Pelezinho” finalizou Ivan “Manguinha” Lima com uma chave de tornozelo no R1
Luiz Paulo finalizou Lincon Santos com um triângulo no R1
Neuaque “Neu” Barbosa finalizou André Tomini com um triângulo no R1
Renan Oliveira venceu Gabriel Oliveira por decisão unânime
Lucas “Stone Face” Tavares venceu Celito Nascimento por decisão dividida