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Finalista de GP de 1 milhão de dólares, Natan Schulte muda a preparação para enfrentar companheiro de equipe

por: PVT | @portaldovt
em 31 de outubro de 2018

Peso leve está na final do GP – Foto: Divulgação

Atleta profissional de MMA desde 2011, Natan “Russo” Schulte está perto de dar um salto importantíssimo na carreira. No dia 31 de dezembro, no Madison Square Garden, em Nova York, o brasileiro vai ter a chance de disputar 1 milhão de dólares pela Professional Fighters League (PFL).  Depois de vencer três lutas e empatar uma na organização, ele chega com moral para a disputar a final contra o russo Rashid Magomedov, que também treina na mesma academia, a American Top Team (ATT), na Flórida, Estados Unidos.

“Tudo é uma construção de etapas e eu passei por todas as etapas até a final. Agora, na final, é mais uma etapa que eu vou ter que passar. Eu acredito que é uma outra preparação agora, principalmente, a luta contra o Rashid. Nós temos o mesmo treinador, que é o Parrumpa, e treinamos na mesma academia. Então, é outra preparação. Eu indo consolidado em todas as minhas áreas, tenho grandes chances de sair campeão”, comenta Natan, antes de analisar seus dois últimos duelos na PFL, contra Johnny Case e Chris Wade.

“Eu acho que, eu estando com meu wrestling em dia e minha trocação, eu poderia deixar a luta no lugar que eu quisesse. E foi o que eu fiz com Casey, botando ele para baixo e amassando, no primeiro round. Depois, eu só administrei e no finalzinho, botei ele para baixo, que o Chris Wade eu tinha certeza q ele não ia me derrubar por causa da minha primeira luta com ele. Ele não ia fazer scramble comigo e foi o que aconteceu, ficou só na trocação e ganhando espaço, onde eu derrubei no primeiro e segundo round e no terceiro fiz a mesma coisa, sempre angulando e andando para frente”, analisa o faixa-preta de Jiu-Jitsu.

Nathan, acostumado a lutar desde novo, não teve nenhum receio de fazer duas lutas na mesma noite, como aconteceu na nona edição da PFL.

“Não fiquei com tanto receio de me machucar, de qualquer forma tinha que passar da primeira luta para ir para segunda. Se eu não conseguisse me desempenhar bem, talvez eu perdesse a primeira luta. Então, tinha que dar o máximo de mim, claro que com estratégia, mas não fiquei com receio de me machucar não. Estratégia e o preparo físico são essenciais, porque se você não tiver um preparo físico bom e não tiver em dia no teu gás, tu não consegue fazer a segunda luta bem. Os dois estavam muito bem relacionados”.