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Em busca da 7ª defesa de cinturão no ONE, Bibiano Fernandes dispensa motivação extra: ‘Já sou um cara motivado’

por: PVT | @portaldovt
em 8 de março de 2018

Bibiano vai para mais uma defesa de cinturão no ONE – Foto: Divulgação/ONE

O lutador brasileiro mais dominante da atualidade terá um grande desafio pela frente no próximo dia 24, na Tailândia. Campeão peso-galo do ONE Championship desde 2013, Bibiano Fernandes tentará a sétima defesa de cinturão consecutivo. Para isso, ele terá que derrotar a sensação do momento na Ásia, o australiano com raízes vietnamitas Martin Nguyen, que busca nada menos que o seu terceiro cinturão da organização, já que é campeão dos penas e dos leves. Para o manauara de 37 anos, que praticamente já venceu todos os possíveis desafiantes de sua categoria, o novo desafio é muito bem-vindo.

“Quando o presidente do ONE me ofereceu a luta contra o Martin Nguyen, eu aceitei de imediato. Se é isso o que ele quer, é isso que eu vou fazer, pois esse é o meu trabalho. Eu tenho que defender o cinturão, não importa contra quem. Sou campeão e enfrento qualquer um”, afirmou o brasileiro. “Já venci todos do meu peso, agora quero enfrentar alguém que eu ainda não tenha vencido, e essa é uma ótima oportunidade, não apenas para mim, mas também para a organização, para os negócios”.

Com uma incrível sequência de 13 vitórias consecutivas, Bibiano nega que tenha aceitado o desafio por estar buscando mais motivação.

“Eu já sou um cara motivado. Não preciso de alguém para me motivar a enfrentá-lo. Eu não trabalho assim. Estou aqui para fazer meu trabalho como um artista marcial profissional. Não se trata de motivação, mas de desafio”, garante. “Para mim, Nguyen é um desafio, vejamos o quão bom ele é, vamos ver o quão duro ele é, e vamos ver quão boas são suas habilidades. Eu quero ver isso”.

Oito anos mais novo que Bibiano, Martin Nguyen possui um cartel de respeito, embora com menos da metade do número de lutas do brasileiro. Das 11 lutas que disputou, o desafiante venceu 10, sendo sete por nocaute e três por finalização. Claramente mais experiente, o manauara faixa preta de Jiu-Jitsu exalta sua confiança.

“A principal arma dele é o punch, ele conta com o soco dele. Eu já enfrentei tantos caras na minha carreira, muitos com o mesmo poder de nocaute, e me saí muito bem. As pessoas pensam que eu sou apenas um cara do Jiu-Jitsu, mas se você estudar minhas lutas, eu já derrubei muitos, eu também tenho poder de nocaute e já deixei muitos no chão. Eu faço tudo”.