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Drama de Rei Zulu sensibiliza o mundo da luta; Relembre entrevista histórica da lenda do vale-tudo

por: Marcelo Alonso
em 8 de novembro de 2016

Foto: Marcelo Alonso

Foto: Marcelo Alonso

Considerado pelo próprio Rickson Gracie como seu mais duro oponente, o maranhense Casimiro de Nascimento Martins, o Rei Zulu, é sem dúvida alguma uma das grandes lendas do Vale-Tudo brasileiro. Infelizmente sua realidade ATUAL é muito distante da do esporte que tanto ajudou a construir. Após sofrer dois AVC´s, o lutador hoje com 72 anos levou uma queda na porta de casa, na Vila Luizão, fraturou o fêmur da perna direita e precisou fazer uma cirurgia. No momento, ele se recupera em casa e se locomove com o auxílio de uma cadeira de rodas.

Passando por graves dificuldades financeiras, Rei Zulu tem contado com a ajuda de ex- adversários e alunos para conseguir sobreviver. Sombra e Diabo Louro visitam o ídolo quase diariamente e fazem questão de transportá-lo às consultas médicas, exames e até a agências bancárias.

Ao saberem do drama do lutador por intermédio do announcer e lutador maranhense Olivar Leite, diversos faixas pretas se colocaram a disposição para realizar um seminário onde a verba será revertida para o lutador. “O Zulu foi uma lenda que ajudou a construir nosso esporte, por isso me sensibilizei com este momento e já me coloquei a disposição para realizar um seminário para ajudar este grande ícone da nossa profissão”, declarou Carlão Barreto. Nomes como Amaury Bitetti, Leonardo Castello Branco, Osires Maia e Paulo Borracha também se colocaram a disposição para participar do seminário beneficente.

Quem quiser colaborar pode fazer doações de qualquer valor para a agência 1649 / conta 47082 / operação 013 / Caixa Econômica / CPF: 21424322200.

O PVT presta uma homenagem ao lutador dedicando esta edição do BAÚ a uma entrevista feita por Marcelo Alonso com Rei Zulu em 2005. Vale conferir:

Foto: Marcelo Alonso

Foto: Marcelo Alonso

 

O que achou da receptividade da imprensa japonesa em sua passagem pelo Pride ?

ZULU: Muito legal. Não achava que eles se lembrassem de mim. Mas como o Rickson antes de lutar comigo nunca tinha visto Vale-Tudo, e foi o Rickson um dos que levou o Vale-Tudo para o Japão, o interesse dos japoneses sobre mim era muito grande. Ou seja, de certa forma eu ajudei a levar o vale-Tudo para o Japão porque foi depois de lutar comigo que o Rickson começou a lutar Vale-Tudo. Agora espero que o meu filho possa usufruir do esporte que eu ajudei a difundir.

Como começou a história do Rei Zulu?

Brasilia, 1980. Foto: Joaquim Firmino/CBPress. Luta de vale tudo entre Rickson Gracie e Zulu.

Brasilia, 1980. Foto: Joaquim Firmino/CBPress. Luta de vale tudo entre Rickson Gracie e Zulu.

ZULU: Eu fui criado no interior do Maranhão e meu pai era o melhor lutador de Tarracá, que é uma luta cabocla. Até hoje existe. Quando acaba o futebol o pessoal faz um círculo na grama e lutam de dois em dois. Vale queda, montar e imobilizar mas não vale porrada. Eu aprendi com meu pai e fui um dos melhores da minha época de garoto. Aí levei aquilo a sério e comecei a acrescentar a porrada ao Tarracá, fui criando o meu próprio estilo. Quando eu vim pra São Luis os lutadores de outros estilos como Karate e Kung Fu me convidavam pra treinar dizendo que eram faixas pretas e me propunham a treinar o estilo deles aí eu propunha a eles fechar a academia e lutar comigo, se me vencessem na porrada e me provassem que a arte deles funciona eu passaria a treina-las. Só que a maioria não aceitava e os que aceitavam entravam na porrada. Com 16, 17 anos já tinha uns 90kg e quebrei na porrada vários faixa preta de Karate e Kung Fu.

Mas você adaptou técnicas de outras lutas. Por exemplo a guilhotina e a baiana que você usa muito não são do Tarracá, correto ?

ZULU: A guilhotina é do Tarrraca e nós chamamos de grampo e a baiana no Tarracá é a cabeçada. A cabeçada é o meu golpe predileto meu grampo também é bom. Meteu o pescoço debaixo do grampo dançou.

Mas até então você só lutava no Maranhão. Quando você começou a viajar pelo país lançando desafios?

ZULU: Quando entrei no exército já era conhecido como lutador. E acabei fazendo minha primeira luta profissional no quartel. Foi uma luta contra um cara que havia aparecido na cidade e estava desafiando qualquer um. Ele queria lutar no ginásio e ficou dias desafiando no jornal e radio… eu fui e falei com o comandante para ele liberar para lutar. Lembro que era semana da pátria, aí o comandante fez a luta pública no quartel. Foi uma vitória tranquila dei uma queda nele ele caiu por cima do braço e quebrou. O exercito todo comemorou. Quando dei baixa resolvi fazer o mesmo que aquele lutador que eu havia enfrentado. Comecei a viajar o Brasil todo de cidade em cidade para desafiar os lutadores locais.

É verdade que você mesmo promovia as lutas e depois pagava a bolsa dos adversários?

ZULU: Eu fazia tudo. Eu era o desafiante, o promotor, alugava ginásio, divulgava e no final pagava a bolsa do meu oponente. Eu chegava na cidade procurava as rádios e os jornais para lançar um desafio. Eles achavam aquilo interessante e me davam sempre algum apoio. Enquanto não aparecia desafiante eu ia para outra cidade. Quando aparecia alguém querendo me enfrentar eu era avisado e promovíamos a luta. Normalmente eu ficava com 50% da renda e 30% ia para o adversário. Saí fazendo excursões em todas as capitais do Brasil, só que eu não tinha patrocínio, o dinheiro que eu ganhava eu mandava uma parte pra minha mãe pra ajudar na família de 18 irmãos e a outra parte eu me bancava com hotel e passagens. Belém, Macapá, Manaus, Rio Branco, Campo Grande, Cuiabá, Vitória, Belo Horizonte, Goiânia, Brasília, Uberlândia, Uberaba. Rodei todas as capitais do Brasil até chegar no Rio para desafiar os Gracie.

Foto: Marcelo Alonso

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E Como surgiu o negócio das caretas durante as lutas ?

ZULU: Peguei isto do meu pai que foi um grande lutador de Tarracá lá no interior. Ninguém ganhava dele por lá. Como te disse, no Tarracá não havia revolta. A gente chutava, batia, mas na verdade era uma brincadeira uma coisa esportiva que a gente fazia com os amigos. Quando terminava cumprimentava, era tudo amigo.

Quem você admirava quando começou ?

ZULU: Quando comecei a lutar o cara que mais admirava no Brasil e no mundo era o Waldemar Santana. Conheci ele quando vim pra São Luís servir o exército. Ele passou desafiando todo mundo eu não tinha condições de aceitar porque ainda era muito menino muito verde pra ele, que fez uma luta com um judoca da policia de São Luís mas não deu nem pro começo. Na época bati um papo com ele que me incentivou muito. Ele era o meu ídolo, foi aluno do Hélio Gracie e ganhou dele. O Carlson, o Ivan Gomes e o Hélio tinham uma fama danada aqui. Não cheguei a ver uma luta do Carlson mas pelo que ouvia ele e o Waldemar eram mesmo os melhores.

É verdade que numa destas suas viagens ao sul você chegou a lutar com o líder da Chute Boxe Rudimar Fedrigo ?

ZULU: Quando eu fui no Paraná não havia Vale-Tudo, eu desafiava todo mundo na cidade. Lembro que peguei um tal de mestre Hélio do Kung Fu e dei uma pisa nele. Logo no 1º round dei um grampo nele que ele desmaiou e tiveram que fazer respiração boca a boca pra salvá-lo. Depois disso o Rudimar me convidou pra fazer um treino comigo na academia dele só em pé, sem valer chão. Eu não queria fazer na frente dos alunos pra ele não passar decepção. Mas ele achava que ia levar a melhor comigo e acabou não se criando. Eu estava no auge e ele ainda era muito garoto. Foi a partir daí que ele começou a dar valor ao Vale- Tudo. Depois viramos amigos e ele me deu força quando fui fazer uma luta lá. Ele conseguiu o ginásio pra mim e botou as preliminares dos alunos dele.

Estamos em 2005 e você diz ter feito 278 lutas. São todas de Vale-Tudo ou tem marmelada no meio ?

ZULU: Tenho tudo conferido. Todas de Vale-Tudo. Marmelada no sentido do cara ser mais fraco que eu e não aguentar nada. Nunca fiz luta armada, até porque se fizesse ia perder todas porque o cara sendo da cidade nunca aceitaria perder dentro da cidade dele. Até hoje nos desafios que ainda faço encaro pessoas mais fracas. Mas encaro isso como parte da minha missão de trabalhar para divulgar a luta.

Tem alguma história curiosa dessas suas andanças pelos ringues do interior?

ZULU: Tem um monte. Em Uberlândia, Minas, os caras botaram um cara pra lutar comigo que era pai de santo não tinha nada de profissional mas falavam que o cara quando estava com o santo incorporado botavam uns sacos de 100kg nas costas e arremessava. Ele me viu desafiando todo mundo na TV e resolveu aceitar o meu desafio. Só que na hora da luta o caboclo não baixou e ele entrou na porrada. Arrebentei ele todinho e depois ele disse que foi porque o pai de Santo não baixou.

Você lutou duas vezes com o Rickson, primeiro em 1981 em Brasília, e depois em 1983, no Maracanãzinho. Como ocorreu o primeiro desafio ?

ZULU: Primeiro bati em vários alunos de Hugo Nakamura, bati em Carrasco, Escorpião, Jota Cristo… Chegou em Brasília o Waldemar Santana botou o melhor aluno dele, o tal de Paulão, E eu dei-lhe uma pisa que ele ficou impressionado, ligou para o Hélio Gracie e mandou chamar o Rickson . Por sinal esta luta minha com o Paulão foi o Hélio Gracie que foi o juiz no regulamento do Vale-Tudo. Dois meses depois eles me chamaram pra lutar com o Rickson. Eu tinha uns 30 e poucos anos.

Desafio contra Rickson Gracie no Jornal

Desafio contra Rickson Gracie no Jornal

E como foi essa primeira luta com o Rickson ?

ZULU: Fui chamado pra lutar um Vale-Tudo. Mas na hora da luta, o Waldemar chegou com um regulamento 20 minutos antes de eu entrar no ringue dizendo que não valia porrada, não valia eu chutar ele no chão e não podia socar de mão fechada. Aí ele me quebrou, tirou o meu forte. Tive que aceitar porque senão eles falariam que eu estava com medo. Joguei o Rickson 3 vezes para fora do ringue, a luta foi dura, mas ele tinha muito gás e foi guerreiro indo pra cima. Mas fui prejudicado pelo regulamento. Eu não treinava chão. Derrubava ele e não podia dar sequência. Quando ele me pegou nas costas acabou me finalizando.

Mas pelo que o Rickson me contou numa entrevista ano passado, ele começou em vantagem e chegou a tirar um dente seu com uma joelhada logo no início.

Zulu: Não, foi uma cabeçada. Nós dois agarrados no chão ele deu uma testada e quebrou o meu dente. Cabeçada valia nas regras. Eu estava dominando a luta joguei ele pra fora do ringue 3 vezes. Ele nunca me deu uma baiana, eu derrubei ele várias vezes. Era luta de 3 rounds de 10 e ele me ganhou no segundo round, eu já estava suado e ele passou pra minhas costas e pegou um mata-leão. Aí eu continuei a excursão e quando cheguei no Rio desafiei ele pra uma revanche e ele venceu de novo. Mas mais uma vez foi beneficiado pelas regras. Aliás nessa luta eu perdi de todas as formas.

Como assim, o que houve na segunda luta no Rio?

ZULU: Eu fui para o Rio e pedi a revanche. Cheguei no Rio e desafiei a família. Meu objetivo era pegar o Carlson, mas ele já não lutava mais e colocaram o Rickson. Fui para o jornal e rádio no Rio e quem apareceu foi o Robson Gracie. Ele falou que eu ia lutar com o Rickson. Eles fizeram logo um contrato pra mim, eu pedi uma bolsa mas não chegaram., depois que eu vi o tamanho da promoção que fizeram, foi aí que eu vi que tinha fechado por muito pouco. O Robson na época era superintendente do Maracanã e o anúncio da luta saía no placar eletrônico do estádio como a luta do século e isso mexeu muito com a cidade.

E o que houve em relação às regras?

ZULU: Mudaram de novo as regras no vestiário, minutos antes da luta. Dessa vez foi o Robson que chegou com o regulamento em mãos. Quando eu vi era o mesmo da luta de Brasília. Ai eu disse que não ia haver luta porque não ia ser uma luta de macho como eu queria. Eu disse que não ia lutar e ia para imprensa. Ai o Robson disse que se eu não lutasse eu ia direto para a cadeia porque o ginásio estava lotado. Ele disse que iam quebrar tudo e que a culpa ia ser minha. Também alegaram que eu não tinha documento profissional porque não era registrado na federação e falaram que depois da luta eles me dariam toda a documentação. Não teve jeito, tive que lutar. Ainda colocaram o Hélio Vigio, que era da escola dos Gracie, para ser juiz. Os alunos da academia puxavam minha perna debaixo do ringue e o Hélio Vigio como árbitro falava durante a luta: “entrega a porra da luta senão nós não vamos sair inteiros daqui”. A pressão contra mim era muito grande, a torcida era toda deles e isso somado às regras me atrapalhou muito. Ele me pegou novamente no mata-leão. Mas quero dizer que hoje não tenho rancor nenhum em relação a isso. Mesmo perdendo também me ajudou a ficar mais conhecido.

Um ano depois naquele Vale-Tudo do Maracanãzinho (1984), quando o Ruas lutou com o Pinduka, você fez a luta principal da noite com o Sérgio Batarelli, que já era campeão de Kickboxing, desafiou o Rickson mas antes teria que lutar com você…

ZULU: Eles mandaram me pegar lá em São Luís para quebrar o Batarelli. Ele chutou e eu deiuma cabeçada (queda), quando ele virou eu fechei uma guilhotina em pé e o homem desmaiou no 1º round. Não deu nem pro começo.

Se lutasse de novo com o Rickson hoje em dia o que faria diferente ?

ZULU: Agora ia ser mais difícil de ele me ganhar, até porque não teria mais como botar aquelas regras deles. Valendo porrada com certeza ia ser uma luta mais dura. Gostaria muito de fazer uma luta de aposentadoria com ele. Mas eu também ficaria feliz se ele desse para o meu filho a mesma vantagem de idade que eu dei para ele quando ele era garoto. Queria ver ele enfrentar o Zuluzinho.

Foto: Marcelo Alonso

Foto: Marcelo Alonso

Hoje o Vale-Tudo mudou e passou a ser uma modalidade formada por diversos estilos. Você não acha que o Zuluzinho tem que treinar outros estilos ou só com o Tarracá ele pode ser campeão do Pride ?

ZULU: Ele pode treinar tudo mas quando vai lutar vai acabar usando a essência do Tarracá. Porrada é surpresa não dá tempo de analisar. O Zuluzinho tem tudo para ir mais longe do que eu fui. Ele é maior e é mais técnico. Ele treina muito Jiu-Jitsu e Boxe mas na hora do ringue o que prevalece é a porrada. Você vê nessa luta de estreia dele no Japão que não deu nem tempo de usar negócio de Jiu-Jitsu. Foi porrada e pronto. Ele tem muito futuro se treinar a sério e melhorar o gás ninguém segura ele. Não tem pra ninguém, bate muito duro e treinado ganha até do Fedor. Se depender de mim eu vou estar lá do lado dele dando apoio.

É verdade que você tem 12 filhos com 12 mulheres ?

ZULU: É verdade. Tem em Belo Horizonte, Goiânia, São Paulo, Rio, interior do Maranhão… Fui viajando lutando e fazendo filho.

E como nasceu o Zuluzinho?

ZULU: Ele foi planejado para ser o gigante que é. Eu queria fazer um lutador. A mãe do Zuluzinho era amiga de um amigo meu. Quando vi aquela negona mais alta do que eu achei que dava pra fazer um filho de primeira. Aí eu pensei, vou tirar raça com esta nega. Larguei um litro de leite e sai pro lado esquerdo pro filho ser macho porque quando se sai da mulher pro lado direito é fêmea.

Você é sem dúvida um dos lutadores que mais lutou Vale-Tudo na história, mas infelizmente não conseguiu fazer dinheiro lutando e até hoje se encontra em dificuldade financeira. A que atribui isto ?

ZULU: Nunca fui um cara ganancioso. Nunca fui de ficar cobrando ninguém por dinheiro e até hoje mesmo acho que dinheiro não é tudo e às vezes traz problemas. Nunca tive empresário, eu mesmo é quem fechava minhas lutas e fui muito enganado por aí.

Como você se mantém em forma ?

ZULU: Os japoneses adoraram esta minha ida ao Japão para acompanhar o Zuluzinho e devem me convidar pra fazer uma luta lá. Pensando nisso já estou treinando forte. Acordo cedo e dou 42 voltas no meu quintal carregando o pneu de caminhão. Faço 6 voltas com intervalos de 2 minutos de descanso. Meu pai que me ensinou esta técnica que é a melhor coisa para pegar gás. Também malho ferro todo dia. Em mais duas semanas vou estar uma máquina Tecnicamente não preciso treinar, brigar eu sei, preciso só treinar a parte física.

Este ano você já lutou?

ZULU: Claro que sim. Este ano de 2005 eu já lutei em Pinheiro, Santa Helena, Turiaçu, Central, Mirinzal, Ururupu , Bacuri e a última foi em Palmira, sempre pelo interior do Maranhão e norte do país. Luto muitas vezes com amadores mas não me importo, Preciso sobreviver e acho que essa também é uma maneira de incentivar o esporte e dar a oportunidade de quem está começando lutar com quem já fez muito pelo esporte. Os caras vem com medo. Só aceitam conversando comigo.

E a idade não pesa?

ZULU: Eu preciso sobreviver e a melhor maneira que achei foi essa. Ainda dou aquelas quedas mas não com tanta facilidade o reflexo e aquela agilidade de cair e levantar rápido. Eu uso mais a experiência, eu não procuro me movimentar muito. Eles vem com ânsia para e bater eu me protejo e espero a hora certa de pegar eles. Quando eu vejo que eles estão cansados eu derrubo e largo a porrada. Também gosto de pegar pescoço. Pegou, já era.

Até quando pretende lutar.?

ZULU: Acho que este ano quero encontrar um jeito de parar de lutar, vou fazer 60 anos. Estou cansado se não tivesse necessidade já tinha parado. De vez em quando faço um ou outro bico de segurança.

Qual o seu maior sonho ?

ZULU: Fazer a minha luta de aposentadoria no Japão e depois de parar construir a academia Zulú Gym, onde meus alunos continuariam ensinando a técnica do Tarracá.

  • "AJB/RIO - 22/06/04 LUTA-LIVRE - RIO, NO MARACANÃZINHO - O PÚBLICO VIBROU COM A VITÓRIA DO LUTADOR REI ZULU SOBRE O ITALIANO NATURALIZADO ROCK BATARELLI, EMBORA BRASILEIRO, NÃO RESISTIU EM 2 MIN. À FORÇA DE REI ZULU. FOTO PRODUZIDA EM 30.11.84 FOTO: ANDRÉ DURÃO/AJB"
  • "Brasilia, 1980. Foto: Joaquim Firmino/CBPress. Luta de vale tudo entre Rickson Gracie e Zulu."
  • "Desafio contra Rickson Gracie no Jornal"
  • "Foto: Marcelo Alonso"
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  • "Foto: Daniel Matos - O Estado do Maranhão"
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