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De ‘Spider Girl’ a ex-ginasta: equipe PRVT apresenta novas promessas do MMA feminino

por: Leonardo Fabri
em 22 de agosto de 2017

Se não fosse o MMA feminino, hoje o Brasil não teria cinturão do UFC. Atualmente, a peso-galo Amanda Nunes e a peso-pena Cris Cyborg detém os únicos títulos brasileiros na maior organização de MMA do mundo.

No Brasil, a equipe Paraná Vale-Tudo, que, apesar do nome, fica localizada em Niterói, investe pesado na preparação de atletas mulheres e já desponta como a principal equipe feminina do país.

Fundador da PRVT, Gilliard Paraná bateu um papo com o PVT, revelou como surgiu a ideia de formar um time de mulheres e apresentou algumas das muitas promessas de sua equipe.

“Hoje a gente tem o maior e o melhor time feminino do Brasil, e não é pela quantidade, e sim pelo resultado”, afirma. “Já tive muitos meninos, muita gente boa que passou por aqui, mas depois que o Jéssica (Andrade) entrou no UFC, eu comecei a achar uma forma dela treinar de uma maneira que não se machucasse e pudesse dar tudo nos treinos. Fui procurando meninas para ajudar nos treinos da Jéssica, e nisso fui me adaptando. Hoje a gente tem o treino mais duro do Brasil, com certeza”.

Além de Jéssica Andrade, que recentemente disputou o cinturão peso-palha do UFC, a PRVT Girls possui outras inúmeras apostas para os grandes eventos de MMA. Uma delas é a carioca Maria Oliveira, escalada para disputar o GP até 49kg do Rizin em outubro, no Japão, onde está sendo apresentada como a “Spider Girl”.

“Eles estão me comparando com o Anderson Silva. Eu vejo muito lutas do Anderson Silva e do Jon Jones, e me espelho muito neles, o jogo deles, o jeito de bater e sair, as coisas que o Jon Jones faz, as cotoveladas do Jon Jones, as esquivas do Anderson Silva… Eu me espelho muito neles”, revelou a lutadora de 20 anos, dona de um cartel profissional de nove vitórias (seis por nocaute) e duas derrotas.

Neste domingo será a vez da invicta Jéssica Delbone, 23 anos, mostrar a força da equipe no duelo de pesos-palhas contra Joice Mara pelo Shooto Brasil 74, no Rio de Janeiro.

“Comecei no Tae-kwon-do quando tinha 11 anos, peguei a faixa-preta com 16, e nessa idade comecei no Jiu-Jítsu e no boxe. Sou faixa-roxa de Jiu-Jítsu, tenho trocação, tenho os dois”, se apresentou a capixaba, que largou o último ano da faculdade para se dedicar ao sonho de ser lutadora. “Larguei a faculdade de veterinária, tranquei, ia me formar ano que vem, mas a gente tem que correr atrás do nosso sonho e ser feliz”.

A paranaense de Cascavel Kethelin Thais, 19 anos, era uma ginasta promissora, mas o destino conspirou para que ela se encontrasse no Muay Thai, modalidade na qual possui 22 lutas.

“Eu era ginasta, acabei torcendo o tornozelo e parei de ir para a ginástica. Fiquei parada em casa, estava engordando e resolvi fazer um esporte. Vi uma academia perto da minha casa e nunca mais parei”, contou Kethelin.

Assista no vídeo acima ao bate-papo com as lutadoras.