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Conan defende treinador de Pennington e pede bom senso aos críticos

por: PVT | @portaldovt
em 17 de maio de 2018

Líder da ATT explicou seu ponto de vista – Foto: Leonardo Fabri

A grande polêmica do UFC 224, realizado no último final de semana no Rio de Janeiro, foi o fato do corner de Raquel Pennington ignorar o aviso da lutadora de que não daria para voltar para o quinto round. A atitude gerou revolta dos fãs e até mesmo de Amanda Nunes, que acabou vencendo a luta justamente no quinto round após a americana não conseguir mais se defender. Para o treinador da brasileira, Conan Silveira, as críticas a Jason Kutz foram exageradas.

“É uma situação delicada. As pessoas tinham que ter a cabeça mais aberta, medir a opinião, principalmente se não tiverem qualquer tipo de experiência em relação ao fato. Hoje em dia, as pessoas criticam muito pela opinião pessoal, não pelo fato em si”, disse o líder da American Top Team, que ponderou a situação. “Existem lutadores que precisam ser empurrados, porque chegam em um momento de frustração que não conseguem fazer nada. Por outro lado, existem lutadores que precisam ser freados por não respeitarem o próprio limite”.

Ainda para Conan, não é possível saber se o treinador de Pennington acertou ou errou ao bancar a volta da lutadora para a luta, já que a decisão passa pela intimidade entre professor e aluno.

“Em primeiro lugar sempre vem a segurança do lutador, a saúde. Não adianta o cara ser casca-grossa se o treinador o expõe e aceita determinadas situações, que podem até resultar numa lesão grave que custe a carreira do atleta. O treinador precisa ter bom senso. Independentemente da vontade do lutador, o treinador tem que ter essa frieza e observar o risco de uma lesão que pode custar a carreira do lutador. No caso da Raquel, o treinador dela a conhece melhor do que a gente, ele deve saber até que ponto poderia puxá-la para a luta”.

Como exemplo, Conan citou a própria Amanda Nunes lesionou o pé durante o combate e mesmo assim seguiu chutando.

“Na verdade ela sentiu o pé no início da luta por conta dos chutes que ela estava dando na Raquel, uma ferramenta importante na nossa estratégia. Mesmo sentindo a lesão, ela segurou a onda. A vontade domina quando a meta é maior que o sacrifício. Ela sabia que poderia ter que lutar os cinco rounds, mas tudo é questão de se conhecer”.