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Com Wand no córner, aposta da Evolução Thai quer ‘roubar a cena’ no Japão: ‘Vou quebrar esse japonês’

por: Leonardo Fabri | @Fabri89
em 10 de agosto de 2018

Seguindo os passos do ídolo Wanderlei Silva, o peso-pena brasileiro Luiz Gustavo “Killer” estreia neste domingo no Japão. Logo de cara, o jovem atleta de 22 anos terá a missão de fazer a luta principal do Rizin FF contra o anfitrião Yusuke Yachi, algoz de Takanori Gomi e Diego Nunes. Em entrevista ao PVT, o paranaense da cidade de Colombo listou algumas coincidências em relação ao início da trajetória do “Cachorro Louco” na Terra do Sol Nascente.

“Vim para roubar a cena aqui no Japão, assim como o Wanderlei fez, que está comigo aqui e eu estou muito feliz, meu herói está aqui junto me dando dicas, do meu lado, treinando comigo… eu quero fazer igual ao Wanderlei, roubar a cena. Quando ele veio para o Japão ele lutou com o Sakuraba, que era a estrela do momento, e agora (a estrela) é esse cara que eu vou lutar. Então estou muito feliz de ele estar aqui, vou representar, vou dar o melhor presente para ele, que vai ser eu quebrar esse japonês e fazer história igual ele fez aqui. Ele aqui é um Deus, quando sai na rua todo mundo para para tirar foto, todo mundo fala ‘silva, silva, silva’, e eu estou tendo essa oportunidade como ele teve quando veio para cá com 22 anos, e eu estou com 22, então quero fazer igual ele… quero, não! Eu vou fazer igual ele”, garante o lutador da Evolução Thai, que terá Wanderlei no córner.

O apelido “Killer” (assassino) é devido ao fato de Luiz Gustavo ser mortal em suas lutas, que jamais passaram do segundo round. Até aqui, são nove vitórias em nove lutas (apenas oito estão registradas no Sherdog), sendo cinco por finalização e quatro por nocaute. Apesar da maioria dos triunfos ter vindo no solo, o aluno de André Dida avisa que sua essência é em pé.

“Tenho mais finalização. Sou da trocação, mas quando os oponentes sentem minha mão, eles vão para o chão e aí eu tenho que finalizar. Sou um atleta completo. Se o meu adversário se basear pelo meu ‘Sherdog’ (cartel), ele vai estar muito errado, vai ver muita finalização, vai querer trocar em pé e vai sentir a mão como todos os outros sentiram, e eu fui para o chão e peguei”.