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Campeão do PFL e agora milionário, Natan Schulte não pensa em UFC: ‘Quero ganhar outro milhão’

por: Leonardo Fabri | @Fabri89
em 11 de janeiro de 2019

Natan Schulte conquistou cinturão e cheque de 1 milhão de dólares – Foto: Divulgação/PFL

Um dos brasileiros que saiu milionário da 1ª edição do Professional Fighters League, ao lado do peso pesado Philipe Monstro, o peso leve Nathan Schulte teve que passar por quatro ex-lutadores do UFC para garantir a conquista do 1 milhão de dólares da premiação. Aos 26 anos de idade, além do título de primeiro campeão peso leve da história do PFL, o catarinense que treina na American Top Team chega a 15 vitórias em 19 lutas na carreira.

Com isso, claro, surgem as perguntas sobre suas possibilidades na maior organização do mundo, o UFC. Mas, no que depender do brasileiro, o Ultimate pode esperar. Para 2019, o campeão mostra interesse em defender o título e aumentar sua fortuna.

“Penso muito em lutar o PFL de novo este ano, porque vou disputar outro milhão, e eu tenho grandes chances de estar nas cabeças de novo, ser campeão e ganhar mais 1 milhão de dólares. No UFC seria um pouco mais difícil fazer esse dinheiro agora, por isso quero aproveitar o evento, essa chance de lutar de novo. No UFC a gente sabe que é difícil ganhar 1 milhão em um ano, mesmo que você faça muitas lutas. Só quem já ganha muito bem, o que não seria o meu caso entrando agora”, explicou Natan Schulte ao PVT.

Mas por agora, o que fazer com US$ 1 milhão (pouco mais de R$ 3,7 milhões na cotação de hoje, 11/01)? Pés no chão, Natan está decidido: investir para ampliar a fortuna.

“Ainda não sei a forma de investimento, mas já estou pesquisando. Vou fazer esse dinheiro render. É uma quantia boa, mesmo com todos os impostos, academia e empresário. Quero fazer esse dinheiro render.”

Saindo da economia e voltando ao esporte, Natan Schulte superou quatro adversários em cinco lutas para sagrar-se campeão: Chris Wade, duas vezes, na estreia e na semifinal, Jason High, Johhny Cage e, na final, o favorito à conquista do torneio Rashid Magomedov. No caso de High e Magomedov, os duelos tiveram um fator a mais: ambos são da ATT.

“Eu já tinha enfrenado o Jason High, que eu tinha mais afinidade, apesar do Rashid ser um cara muito gente boa. Mas já foi estranho ter lutado com o Jason High, por treinar com ele. Depois com o Rashid foi diferente porque o nosso head coach é o mesmo, o Parrumpinha, que sempre sobe no cage comigo e com o Rashid. Dessa vez ele teve que se ausentar do camp dos dois, não subiu com ninguém, e isso foi o mais difícil. A academia é grande a gente dividiu os treinadores e é luta, não tinha o que fazer, os dois estavam na final. Enfrentar parceiro de treino é diferente, enfrentar parceiro de treino que é seu amigo é muito mais diferente. Tanto o Jason High quanto o Rashid são caras que eu sou colega, até amigo. Agora, amigo mesmo, de frequentar casa, sair junto, eu não sei se eu conseguiria lutar, talvez não, mas é muito difícil falar agora.”