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Brasileiros brilham no AFC 11 e deixam a Coréia do Sul com dois cinturões

por: PVT | @portaldovt
em 9 de abril de 2019

Giácomo Lemos e Jonas Boeno venceram suas respectivas lutas em Seul – Fotos: Divulgação

Os brasileiros Giácomo Lemos e Jonas Boeno encararam uma longa e cansativa viagem para a Coréia do Sul, mas, sem dúvidas, o esforço valeu a pena. No Angel’s Fighting Championship (AFC) 11, realizado na manhã de ontem (8) em Seul, o peso-pesado catarinense Giácomo Lemos, conhecido como “Viking”, manteve o seu título com um nocaute sobre Jun Soo Lim, enquanto o gaúcho Jonas Boeno finalizou Myung Ho Bae com um leg-lock e conquistou o cinturão do peso meio-médio da organização asiática.

“Após uma vitória como essa, todo cansaço compensa. Pra mim, para a minha família e para todos os que me ajudaram, foi uma felicidade imensa essa conquista. Um cara que já pensou em parar de lutar, voltar e conseguir esse título, é muita felicidade. Pra mim foi uma superação, e a prova de que Deus sabe a hora certa de tudo”, disse Jonas Boeno, que mesmo o cinturão e um cartel com 51 lutas, sendo 39 vitórias, 11 derrotas e um no contest, irá continuar se dividindo entre os treinos e o seu trabalho como entregador de gás.

Invicto no MMA, Giácomo já tinha uma certa experiência com a longa viagem para a Coréia do Sul, já que em janeiro ele encarou o mesmo trajeto e voltou com o cinturão do AFC. Mesmo embarcando com mais antecedência, o “Viking do Campeche”, que trocou o trabalho de analista de sistemas pelo MMA, sentiu o cansaço da viagem.

“A viagem é cansativa demais. Mesmo chegando antes, não adiantou muita coisa. Fiz uma luta apática, senti o jet lag, tanto que quando ia começar a aquecer, percebi que já estava na hora de entrar. Demorei a entrar na luta, fiquei plantado na frente deu meu adversário e levei alguns golpes. Mas esses golpes me acordaram e eu melhorei no segundo round, quando consegui colocar para baixo e trabalhar no ground and pound até chegar ao nocaute”, contou o peso-pesado.

Giácomo chegou a sexta vitória na carreira. Agora são cinco triunfos por nocaute e uma vitória por finalização. O catarinense acredita que possuiu um cartel melhor do que muitos lutadores que hoje estão no UFC, e espera que agora tenha uma oportunidade em um grande evento. Caso isso não ocorra, ele pensa em colocar o MMA em segundo plano.

“Esta foi a primeira defesa de título, e espero que venham mais títulos e defesas. Estou invicto e bati em mais um cara com cartel positivo. E mais uma vez a luta não terminou nas mãos dos juízes. No card preliminar do UFC têm muito lutador peso-pesado com cartel inferior ao meu. Acredito que agora venha uma luta importante em um evento como o UFC ou Bellator. Hoje eu não tenho patrocínio, e caso eu não consiga ganhar dinheiro, a luta passará a ser hobby novamente”, concluiu.