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Atleta mais velho a lutar no UFC, Ron Van Clief fala com o PVT 20 anos depois de enfrentar Royce Gracie

Em dezembro de 1994, Ron Van Clief se tornou o atleta mais velho da história a lutar no UFC. Na quarta edição do show, o americano, então com 51 anos, enfrentou Royce Gracie logo em sua primeira luta e acabou finalizado com um mata-leão pelo brasileiro. Foi sua única luta de MMA, mas seu recorde segue inalcançável vinte anos depois.

E engana-se quem pensa que hoje este americano que mora no Havaí curte uma aposentadoria tranquila como qualquer senhor de 70 anos. Em entrevista exclusiva ao PVT, Ron Van Clief conta sua história nas lutas, relembra sua experiência no UFC e conta que, atualmente, treina com um irmão de quem o venceu no octagon.

Vi que você acaba de lançar um livro. Conte-nos um pouco sobre isso.

Sim, meu livro “The Hanged Man, a história de Ron Van Clief – o Dragão Negro”. É sobre a história da minha vida em textos e fotos, e está disponível no Amazon.com. Em 2015, se tornará um filme no cinema. Meu livro de história em quadrinhos, “Black Dragon”, vai se tornar um jogo de vídeo game.

Conte sua história nas Artes Marciais.

Comecei no Brooklin, em Nova York, com Jiu-Jitsu (japonês) e USA OJU Karate na metade dos anos 1950. Meu professor de Jiu-Jitsu era o dr Moses Powell, e no Karate era Peter Urban. Enquanto eu servi o exército, entre 1960 e 1966, estudei Okinawan Arts e Kubidi. Nas Filipinas, aprendi Modern Arnis com o mestre Remy Presas. Treinei Brazilian Jiu-Jitsu, Gracie Jiu-Jitsu, Wing Chun, Wing Tsun, Yang Style Tai Chi/Chi Gung com o mestre Yang... Eu tenho como influencias Bruce Lee, Ed Parker, Relson Gracie, Royce Gracie, Renzo Gracie, Dan Severn, Howard Niego, Ronald Duncan, Ronn Shiraki, etc. Atualmente, treino três ou quatro vezes por semana na Academia Relson Gracie/Ronn Shiraki em Honolulu.

Qual sua primeira impressão quando viu o UFC e por que decidiu lutar aos 51 anos?

Eu vi o primeiro UFC na televisão e fiquei intrigado. Eu sabia que teria que tentar, não importasse minha idade. Eu estava fascinado por não ter tempo, nem limite de peso. Era um negócio puro! Eu treinei aproximadamente cinco ou seis semanas de boxe, wrestling, etc. Uma semana antes de enfrentar Royce Gracie no UFC 4 eu quebrei meu tornozelo esquerdo, mas não queria cancelar, porque eu realmente queria aquilo, mais do que qualquer coisa. Aos 3m49s fui finalizado com um mata-leão, mas foi uma maravilhosa experiência.

Lembro que lhe vi no UFC 7 entregando o cinturão para o Marco Ruas. Você chegou a trabalhar então no evento após lutar lá?

Sim, eu fui indicado como Comissário do UFC pelo Rorion e Relson Gracie, com a aprovação do Grande Mestre Helio Gracie. Trabalhei no UFC 5, 6 e 7. Eu sempre tive o maior respeito pela família Gracie e me sinto muito orgulhoso de ser um membro desta família.

Naquela época, você imaginava que o MMA e o UFC fariam tanto sucesso como agora?

Com certeza. Em 1995, eu previa que haveria um UFC 100. O UFC vai ser eterno.

Quais são seus lutadores favoritos?

Os principais são BJ Penn, Anderson Silva, GSP, Tito Ortiz, Jon Jones e Frankie Edgard.

E os principais lutadores de todos os tempos na sua opinião?

Dan Severn, Royce Gracie, Anderson Silva, Randy Couture e Matt Hughes.

Você já esteve no Brasil?

Já, fui ao Brasil algumas vezes. Quero ir novamente com o Relson Gracie assim que possível. Eu amo o Brasil.

O que tem feito ultimamente?

Tenho cuidado do meu filho de oito anos, Kai, morando aqui em Waikiki Beache, Honolulu, no Havaí. Tenho trabalhado no Genesis Pure como porta-voz e um usuário deste excelente suplemento e acredito nesta marca como um modelo de negócios. Sou também um Comissário do Global Proving Ground Fight League (globalprovingground.com) Meu site é o ronvanclief.com. Muito obrigado e um grande abraço a todos.

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PVT Mag 51: O dia em que Wallid apagou Royce Gracie em plena Copacabana

Royce Gracie sempre será lembrado como o homem que provou a superioridade do jiu jitsu em relação às demais artes marciais nos primórdios do chamado vale tudo. O filho do Grande Mestre Hélio Gracie venceu três das quatro primeiras edições do UFC, e apenas abandonou a outra por exaustão. Entretanto, nem tudo foram glórias em sua carreira profissional. Em 17 de dezembro de 1998, Royce sofreu uma derrota histórica no jiu jitsu, história contada pelo Baú do Alonso na edição número 51 da PVT Mag, que já está no ar.

A revista traz ainda uma reportagem especial sobre a dupla de campeões brasileiros no UFC, Renan Barão e José Aldo, que recentemente defenderam seus cinturões em uma mesma noite, mostrando a força da equipe Nova União. Entretanto, nem o fato de possuir dois campeões contra nenhum da Alpha Male fez com que o time liderado por Dedé Pederneiras fosse considerado o melhor do ano pelo Oscar do MMA, ou que o próprio Dedé fosse premiado treinador do ano, honra dada a Duane Ludwig, também da Alpha Male. Nós corrigimos esta injustiça.

Além disso, você confere uma matéria especial sobre a nova ascensão dos russos no MMA. Vindos, em sua maioria, da tradicional arte marcial soviética, o sambo, eles estão cada vez mais infiltrados nos grandes eventos americanos - UFC e Bellator - e seguem os passos do maior lutador de todos os tempos do país, Fedor Emelianenko -, para chegarem ao topo do esporte.

A segunda PVT Mag de 2014 traz ainda um ensaio com a musa do Jungle Fight, Sylvia Andrade, e uma finalização ensinada pelos pesos-pesados do UFC, Rodrigo Minotauro e Antonio Pezão.

Clique aqui e confira!  

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Royce relembra desafio feito a Tyson: "Se ele perdesse, o boxe ia cair totalmente"

Entrevistado pela repórter do UFC, Paula Sack, Royce Gracie falou sobre vários assuntos, inclusive uma super luta que nunca aconteceu, entre ele e Mike Tyson:

"Ele aceitou (o desafio), ele queria se testar. Mas o pessoal que estava em volta dele disse: 'não há condição'. Imagina se o Mike Tyson, no auge, perde; o boxe ia cair totalmente".

O campeão de três das quatro primeiras edições do evento garantiu que não se arrepende de ter feito "apenas" 19 lutas em sua carreira no MMA, e se mostrou indeciso na hora de escolher a preferida: "Talvez lutando três vezes no primeiro UFC - ninguém tinha feito uma coisa dessa; Talvez no segundo UFC, quatro lutas em uma noite; Talvez no UFC 3, contra o Kimo (Leopoldo), um monstro de 250 libras (113,4kg); Talvez no UFC 4, tendo que enfrentar, depois de duas lutas, o Dan Severn na final, que eliminou todo mundo rápido. Todo mundo pensou que eu fosse perder, porque ele estava em cima de mim tentando me bater durante 16 minutos; Talvez contra o Sakuraba, foi 1h45 lutando contra ele, seis rounds de 15 minutos; Talvez contra o Akebono, com 2,07m e 220kg. É difícil escolher uma".

Royce ainda comentou sua famosa frieza após as vitórias, comportamento que atribuiu aos ensinamentos de seu pai, Grande Mestre Hélio Gracie: "Eu sou lutador, é o meu trabalho. Ganhou, tá bom; a celebração desmoraliza o seu adversário mais ainda. Você já ganhou do cara, já fez ele desistir. Fazer uma dança, uma celebração na frente dele, pra que? Não precisa disso. Meu pai era contra isso".

Confira abaixo a entrevista na íntegra.

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