“A volta do Fenômeno” foi uma das frases mais repetidas após o nocaute contundente de Vitor Belfort sobre Yoshihiro Akiyama no UFC 133, realizado no último sábado (06), na Filadélfia. Feliz com o desempenho mostrado no octagon e com a repercussão da vitória, o brasileiro conversou com o PVT enquanto aguardava voo para o Rio de Janeiro, sua cidade natal, onde vai passar férias com a família e comentar o UFC 134 na Rede TV.
Belfort acredita que a vitória sobre Akiyama seja suficiente para lhe render um novo title shot, contra o vencedor de Anderson Silva, para quem perdeu no UFC 126, contra Yushin Okami. Caso o desejo não seja atendido de imediato, ele espera enfrentar um top contender, que deve sair das lutas entre Brian Stann vs Chael Sonnen ou Mark Muñoz vs Chris Leben.
“Se não me derem o vencedor dessa luta, gostaria de pegar um top, seria muito válido enfrentar um desses caras. Mas seria uma coisa muito boa ser um desafiante do cinturão. Eu quero o título, estou em busca disso e esse é meu objetivo. Quem define não sou eu, mas vou treinar muito e estarei preparado para enfrentar quem tiver que enfrentar, sem escolher ninguém. Quem estiver na minha frente, vou partir pra dentro e passar por cima”, afirmou o ex-campeão dos meio-pesados.
"Agradeço muito o carinho dos fãs, por mais que exita muita gente que ainda tente apagar meus feitos, tente fazer com que me esqueçam. O sucesso muitas vezes incomoda, mas muitos também se agradam com ele, em ver um verdadeiro campeão, um cara que se preocuap com o esporte, com a sociedade, e me deixa muito feliz toda essa receptividade.
Flashback evitado
No UFC 133, Vitor Belfort reviveu um momento nada agradável, quando Yoshihiro Akiyama tentou um chute frontal no mesmo estilo do que Anderson Silva usou para nocauteá-lo. Dessa vez, no entanto, o resultado foi diferente, mais uma prova do forte período de treinamentos na Xtreme Couture.
“Ele tentou um chute frontal ainda mais rápido do que o do próprio Anderson, foi muito bem dado. Só que eu me mexi, me esquivei, não fiquei parado. Consegui bloquear todos os chutes dele, achei a distância certa, ataquei no tempo certo com chutes na cabeça que o deixaram tonto... Foi perfeito, como esperado”, analisou.
Os chutes de Belfort que deixaram Akiyama confuso e permitiram a famosa “canhota estourando” são fruto de um trabalho de longo prazo feito com Jayme Sandall e Vinicius Antony, dois dos grandes nomes do caratê brasileiro. Além dos dois, o lendário Ray Sefo também compartilhou seus ensinamentos de kickboxing nos treinamentos, e foi fundamental na combinação de chutes e socos do já famoso boxe do “Fenômeno”, aprimorado com Gil Martinez.
“Já venho treinando com o Sefo há muito tempo, é uma pessoa muito importante pra mim, um cara muito experiente e nós temos um ótimo relacionamento. Mas [alternar e fintar os golpes] é um acúmulo de várias coisas, de treinos com o Vinicius Antony, Jayme Sandall... essa finta da perna antes de entrar o soco é uma mistura de caratê com boxe, que nós adaptamos pra criar um novo movimento para meu jogo. Quando levei o Akiyama pra grade, ele recebeu uma grande quantidade de golpes, ganchos, cruzados, socos duros na barriga. Foi uma sequência fulminante”, destacou.
Jiu-Jitsu de volta?
Todo esse poder em pé que o levou a ser conhecido como “as mãos mais rápidas do mundo” tem feito alguns fãs perguntarem: quando Vitor Belfort vai voltar a usar a faixa-preta que recebeu das mãos do Mestre Carlson Gracie? O próprio Belfort admite a saudade do jiu-jitsu, mas explica que a “volta às origens” que ele tem prometido desde antes do UFC 133 é algo gradual.
“Eu estava muito inspirado naquela luta, preparado para lutar em qualquer área. Pode ter certeza que treinei muito meu jiu-jitsu com o Gilbert Durinho e que o chão estava muito afiado. Mas não consegui usar. Estou voltando às origens, estou fazendo ginástica natural, e algumas coisas estamos guardando pra usar mais pra frente”, completou.







