Muita gente não conhecia Sheymon Moraes antes do GP dos galos do Bitetti Combat, que aconteceu neste fim de semana, na Rocinha. Mas após impecável apresentação, com dois nocautes técnicos conseguidos através de muitas joelhadas, e a conquista do cinturão, a revelação do Team Nogueira já é apontada como o melhor lutador da categoria no pais, pelo menos por ele.
"Eu acho que sou o número. Eu treino para isso, batalho para isso e sempre vou querer ser o número um. Vou ver o que eu errei nessas lutas, porque tive alguns erros que não podem ser cometidos, focar mais e continuar treinando forte. Esse cinturão foi só para provar que eu sou o número um do Brasil e o UFC é um caminho próximo para mim", disse o confiante lutador, de apenas 21 anos.
O caminho até o título acabou mudando em cima da hora, já que Sheymon soube que seu adversário seria trocado menos de 24 horas antes do combate. O motivo foi a saída de Rodolfo Marques, que deu lugar a Pedro Kezem, que acabou sofrendo com as joelhadas afiadas do promissor atleta. "Eu vim para pegar o cinturão, porque é meu. Treinei muito para essa luta e sabia que ia conquistar o cinturão. Achei que eu fosse fazer a primeira luta contra o Rodolfo Marques e intensifiquei pensando nele, que ele ia ficar querendo me agarrar, por isso afiei muito o joelho. Como os outros fizeram o mesmo jogo que ele, foi só seguir a estratégia de usar muito o joelho. Agora vou curtir a família, fica uma semana com o papai, mamãe, irmãos, já que fiquei 4 meses treinando", disse Sheymon, que venceu a final contra Pedro Nobre, também abusando das joelhadas no clinch.
Apesar do alto nível de trocação, o niteroiense iniciou seu trajeto nas Artes Marciais através do Judô, aonde chegou até a faixa roxa. "Quando eu gosto de uma luta eu treino para ser o melhor naquilo. Quando eu comecei no Judô eu treinava muito, fui campeão brasileiro e campeão carioca diversas vezes. Tive que parar porque meu professor viajou e eu quebrei o braço".
Mas o atleta do Team Nogueira se encontrou mesmo foi no Muay Thai. "Depois comecei a treinar Muay Thai, fui me destacando, e via o Buakaw lutando no K-1 e pensei: 'Eu tenho condições de lutar com ele'. Chegando lá na Tailândia eu vi que ele era mais pesado, mais forte do que eu, minha categoria era muito mais abaixo. Mas me destaquei como gringo lá, ninguém achava que eu era gringo, achavam que eu ela de lá, porque eu lutava igual aos Tailandeses, fazia luta da noite no principal ginásio do país".
Com o Muay Thai que dispensa apresentação, Sheymon agora treina para afiar o seu wrestling. "Acabei de lutar na Tailândia, meu Muay Thai ainda está fresquinho. Então dou ênfase ao Wrestling, já que no Team Nogueira tem o excelente treinador Eric Albarracin, que a gente chama de Capitão América. Quero voltar a ter o Judô que eu tinha, conseguir derrubar. E o submission é só diversão, assim como o Boxe. É igual uma corridinha".
Uma das inspirações de Sheymon para a conquista do cinturão foi um ensinamento do treinador de Wrestling da equipe, o Capitão América. "Ele entra, eu pontuo. Eu entro, eu pontuo. Ou seja, Sempre quando alguém tentar me colocar para baixo, eu tenho que defender e derrubar. Quando eu for derrubar, tenho que conseguir. Não importa o que aconteça, eu tenho que pontuar", finalizou a promessa brasileira.







