O boxe olímpico no Brasil andava esquecido, mas o inédito desempenho na Olimpíada de Londres fez com que o esporte tivesse um renascimento junto ao povo brasileiro. As três medalhas conquistadas pelos irmãos Falcão (Esquiva e Yamaguchi) e Adriana Araújo ajudaram o país no quadro de medalhas e alertaram para a necessidade de um maior investimento na modalidade.
A comoção nacional também chegou aos atletas profissionais, como no caso de Michael Oliveira que elogiou a ótima participação da equipe. "Foi brilhante. Todos estão de parabéns, foi muito legal ver a Adriana conquistando o bronze, serve para alavancar o interesse das mulheres pelo esporte, inclusive com o apoio da nossa presidente", afirmou o atleta que disputou apenas duas lutas como amador.
Michael também fez questão de ressaltar a importância do boxe olímpico para os profissionais. "É super importante, traz experiência, sabedoria e maturidade. Não tive muitas oportunidades de lutar no boxe amador, mas também tinha o sonho de disputar uma Olimpíada. Para falar a verdade, o boxe olímpico e o profissional são bem distintos, um é bem mais rápido e intenso, o outro é mais lento e cadenciado", disse o lutador que estreou como profissional em 2008.
Apesar de bem diferentes no momento, algumas mudanças nas regras para as Olimpiadas de 2016 foram anunciadas, uma delas é o fim da obrigatoriedade do capacete protetor para os homens. "É bom e ruim ao mesmo tempo, por um lado vai se assemelhar mais com o boxe profissional, mas por outro as lutas são realizadas em um tempo muito curto e os cortes podem prejudicar os atletas no decorrer da competição", concluiu.







