Na primeira vez em que veio a uma edição do Ultimate na Cidade Maravilhosa, em janeiro, o então recém-campeão do TUF 14, Diego "Ceará" Brandão, ficou apenas de espectador, para ajudar a promover o evento. Naquela época ele já sonhava com uma chance de lutar pela organização em seu país. Seis meses depois e o sonho está se tornando realidade, pois, no dia 13 de outubro ele encara Joey Gambino no UFC 153, que acontece no HSBC Arena.
Fã declarado do Cachorro Louco, "Ceará" já se imagina entrando na Arena. "Não vejo a hora de soltar a música do Wanderlei Silva no Brasil. Vai ser porrada essa luta, porque venho de derrota e sei o que eu tenho que fazer".
Diego Brandão fez apenas uma luta no UFC desde que se sagrou campeão do The Ultimate Fighter, e acabou superado por Darren Elkins, por decisão dos juízes, mesmo tendo um início de luta muito agressivo. "Eu sei que eu vou para nocautear. Vou para cima. Eu lembro que perdi minha última luta, então não vou esperar por ninguém dessa vez. Vou fazer o que eu devo fazer: acabar a luta rápido".
Confira abaixo a entrevista completa do atleta de Greg Jackson, que ainda analisou os combates dos companheiros John Dodson, que encara o brasileiro Jussier Formiga, e Jon Jones, que defende o cinturão frente a Dan Henderson.
PVT: Como você recebeu a notícia de que lutaria no Rio?
Diego Brandão: Show de bola. É mais um sonho se realizando. Meu manager me ligou falando que a galera do Rio e de Manaus ficou mandando mensagem para o twitter do Dana White. Gostaria até a agradecer o pessoal que pediu. Não tenho dúvidas que isso contribuiu, pois o Dana White gosta de fazer o que o pessoal pede. Obrigado a todos que pediram minha luta no Brasil, agradeço de coração.
PVT: Você já se imagina no dia da luta?
Diego Brandão: Em Las Vegas geral gritou o meu nome na luta contra o Darren Elkins e eu fiquei impressionado. Não vejo a hora de soltar a música do Wanderlei Silva no Brasil. Vai ser porrada essa luta, porque venho de derrota e sei o que eu tenho que fazer. Imagino também o treino aberto. Quando se vem de derrota é sinistro. Não tenho problema dessa vez, resolvi todos. Estou muito concentrado. Vão ser dois meses só focados nesta luta.
PVT: Vai levar a família para ver a luta de perto?
Diego Brandão: Não. A família vai me ver do Ceará. A galera vai ficar reunida assistindo. Não gosto de levar família para o ginásio. De longe é melhor. É complicado. Vou conseguir a vitória para minha mãe. Fiz uma tatuagem no braço para homenagear meus pais e vou representá-los no UFC Rio.
PVT: O que você sabe do seu adversário?
Diego Brandão: Eu nunca sei dos meus oponentes. Eu não estudo. Eu não gosto de me impressionar. Tipo, se o cara ver aquele nocaute que eu dei na primeira luta do TUF, o cara vai ficar com medo de mim. Por isso eu não gosto de olhar muito. Eu só procuro saber quem é. Sei que quando você treina forte, você tem ótimos resultados. Já tive experiências deste tipo e sei como é que é. Eu sei que eu vou para nocautear. Vou para cima. Eu lembro que perdi minha última luta, então não vou esperar por ninguém dessa vez. Vou fazer o que eu devo fazer: acabar a luta rápido.
PVT: Teve uma galera que sugeriu uma luta sua contra o Rony Jason, uma espécie de tira teima entre o campeão do TUF dos EUA, contra o do TUF brasileiro. O que achou?
Diego Brandão: Cara, eu gosto de bater em gringo. Eu não tenho medo de nenhum lutador, mas pô..coloca um gringo aí para eu arrancar a cabeça, ouvir o público dizendo que ele vai morrer. Eu até queria lutar contra o Rony, mas vou estar no Rio, me deixa lutar com um "américa". Vai ser mais porrada. Até a torcida brasileira fica meio assim em lutas entre brasileiros. Com gringo é melhor, que a galera grita "uh! vai morrer". Não vejo a hora.
PVT: Vai manter o "estilo Wand" na luta?
Diego Brandão: Sempre. Eu gosto do Wanderlei Silva. Eu não sou técnico, não sou José Aldo. José Aldo é o melhor do planeta, técnico. Eu queria ser assim, mas meu jeito é diferente, é Mike Tyson, é Wanderlei. É um jeito meio feinho, mas se pegar eu derrubo.
PVT: Na sua última luta você começou a todo vapor, mas acabou morrendo no gás. O que pretende para mudar isso?
Diego Brandão: O Darren fez uma estratégia ótima. Ele ganhou no jogo. Esperou eu vir agressivo, se preparou bem para ser derrubado. Ele se preparou e não se abalou. Quem se abalou fui eu na, na verdade. Mas é isso. É experiência. E foi para isso que serviu a minha primeira luta no UFC, porque agora eu não vou perder mais. Eu sei o que fazer e sei que Deus tem planos para minha vida, e se Deus tem planos para minha vida ninguém vai mudar.
PVT: John Dodson e Jussier Formiga vão se enfrentar. Como você analisa esse combate?
Diego Brandão: Eu sempre torço por vitória do Brasil, apesar de o Dodson ser meu companheiro de equipe. Mas quando é assim eu prefiro ficar de fora esperando para parabenizar o vencedor. Mas essa luta vai ser muito interessante. O Formiga é sinistro e o "Little John" também é sinistro na trocação. Vai ser um clássico Jiu-Jitsu contra striker. Essa luta promete muito.
PVT: E o que espera da luta entre Jon Jones e Dan Henderson?
Diego Brandão: O Dan Henderson é um cara muito duro, mas o jogo dele não bate com o do Jon Jones. Jon Jones vai ganhar, tenho certeza. Ele está indo muito bem nos treinos, treinando muito. Acho que o jogo do Dan Henderson não bate com o dele, por isso estou dizendo que ele vai ganhar.







