Campeão do peso médio do UFC, invicto no evento, lenda, o maior do mundo. Todos os adjetivos de Anderson Silva, conhecidos urbi et orbi, mundialmente, foram ignorados pelos índios da tribo Kamaiurá, no Alto Xingu, no Mato Grosso, onde o Spider foi fazer um treininho com os nativos. Em matéria exibida no último domingo no Esporte Espetacular da Rede Globo, pôde-se ver que, se Anderson pensou em ir para ensinar, acabou sendo ele o aluno.
“A cabeça tem que estar sempre como um paraquedas, sempre aberto a novas experiências”, disse o campeão.
A experiência a que Anderson se refere foi o uka uka, um espécie de luta livre praticada pelas tribos da região. Anderson inicialmente ouviu histórias dos índios, que contaram sobre este combate milenar.
“A gente fica dois anos e meio na reclusão, se preparando para ser lutador. Só raspando a pele e passando raiz”, explicou um dos índios.
Em seguida, Anderson foi devidamente pintado pelos nativos, e foi para o combate. Enquanto os duelos estiveram nas regras dos índios, Anderson “tomou um atraso”, sendo derrotado em menos de um minuto em dois combates. No terceiro, pediu para que mudasse a regra, mostrando então porque é o melhor do mundo, e ensinado aos índios técnicas de jiu-jitsu, mas sem usar seu mortífero muay thai.
“É diferente o jeito como eles lutam, o tipo de técnica que eles usam. São muito fortes, e eu gostei muito da experiência, muito legal”, vibrou o Spider.
Confira nos links abaixo vídeos e fotos mais detalhes do dia de índio de Anderson, que se afastou um pouco do glamour do UFC para se aproximar da realidade dos primeiros habitantes do Brasil.







