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Aldo ignora bravatas de Holloway

por: Leonardo Fabri
em 17 de março de 2017

Na última quinta-feira, José Aldo esteve presente no projeto liderado por Pedro Rizzo, no Rio de Janeiro, para assinar um contrato de patrocínio com a Refinaria de Manguinhos. Além de treinar com os alunos, o campeão peso-pena do UFC também atendeu a imprensa e respondeu, principalmente, aos questionamentos sobre o seu próximo desafio, marcado para o dia 3 de junho, no Rio, contra Max Holloway, e da possível luta entre Conor McGregor e o boxeador Floyd Mayweather, que, segundo o brasileiro, não deve acontecer.

“Essa luta eu não sei se acontece. Muitos falam, chegar na mídia e falar é muito fácil. Posso chegar e dizer que vou pegar o campeão mundial de boxe, kickboxing. Beleza, vocês podem postar isso, vai criar um rebuliço, pode até se tornar uma verdade, mas não deixa de ser uma mentira”, disse Aldo, que justificou a opinião. “A gente tem contrato com o UFC, todos os atletas, e tudo o que acontece tem que passar pelo UFC. É muito difícil o Mayweather fechar uma luta de boxe com ele sendo agenciado pelo UFC. No evento de boxe, 80% é deles e 20% é do resto, ao contrário do que acontece no UFC, que ganha 80% e os atletas ganha 20%. É isso que acontece, essa é a história real. Então, não é uma coisa do Conor assinar o contrato ou não, e sim do Mayweather aceitar ganhar menos ou não”.

Ao lado de Jacaré, Aldo assinou contrato de patrocínio com a Refinaria de Manguinhos - Foto: Leonardo Fabri

Ao lado de Jacaré, Aldo assinou contrato de patrocínio com a Refinaria de Manguinhos – Foto: Leonardo Fabri

Assim como o irlandês que derrotou José Aldo em 2015, Max Holloway também aposta nas bravatas para tentar desestabilizar José Aldo psicologicamente. Além de se mostrar indiferente com as provocações, o campeão lembrou da dificuldade que foi para o oponente aceitar o duelo.

“O cara inventou desculpas. Primeiro queria lutar em janeiro, não deu. Depois em março, abril… Foi passando sempre com uma desculpa. Uma ele falou que tinha que levar o filho pra Disney, tinha quebrado o pé, a academia vai lá e fecha”, destacou Aldo, que também o analisou tecnicamente. “Não é nocauteador, não vejo esse perigo que todo mundo acha. Tenho que ter respeito com o meu adversário, independente de quem seja, mas vou chegar lá dentro e vou vencer”.